Obra de João Pedro Rodrigues em destaque no Centro Pompidou até 2 de Janeiro

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O Centro Pompidou, em Paris, apresenta desde sexta-feira e até 2 de Janeiro uma retrospectiva do cineasta português João Pedro Rodrigues, no âmbito da 45.ª edição do Festival de Outono.

“No seio de um cinema português extremamente vivaz, João Pedro Rodrigues impôs a sua singularidade desde o final dos anos 1990 com uma obra de 18 filmes que reactiva os géneros cinematográficos: o fantástico pós-Fantômas, o melodrama na senda de [Douglas] Sirk e [Rainer Werner] Fassbinder, o ‘film noir’ nos passos de [Josef von] Sternberg”, indica o ‘dossier’ de imprensa do festival.

Além dos 18 filmes de João Pedro Rodrigues – nomeadamente as longas-metragens “O Fantasma” (2000), “Odete” (2005), “Morrer como Um Homem” (2009) e “A Última Vez Que Vi Macau” (2012) –  a retrospectiva vai contar com ‘masterclasses’ e a apresentação, pela primeira vez em França, da instalação “Santo António” realizada, em 2013, com o director artístico João Rui Guerra da Mata.

A instalação, que já esteve no Mimesis Art Museum, na Coreia do Sul, e no Radcliffe Institute, nos Estados Unidos, foi criada a partir de uma das suas curtas-metragens, “Manhã de Santo António”, presente na Semana da Crítica do Festival de Cannes em 2012.

“A instalação inscreve-se na reflexão do cineasta sobre a cidade e os seus habitantes, a arquitectura e os corpos, o espaço e o movimento. À primeira vista, a torre de seis metros parece fechada, aparecendo como um enigma arquitectónico. No interior, as projecções inclinadas sobre as quatro paredes suscitam um sentimento de enclausuramento, ao mesmo tempo que as imagens repetidas nos fazem partilhar infinitamente a errância coreografada destas pessoas jovens, pelas ruas de uma cidade longínqua”, descreve a página internet do Centro Pompidou.

A retrospectiva coincide com a chegada às salas francesas, amanhã, do filme “Ornitólogo”, a quinta longa-metragem de João Pedro Rodrigues, que lhe valeu o Leopardo para Melhor Realização no festival de cinema de Locarno, este ano, um festival que já o tinha distinguido, em 2012, com uma menção especial do júri, pela longa-metragem “A última vez que vi Macau”, uma obra assinada com João Rui Guerra da Mata.

O filme “Ornitólogo”, protagonizado por Paul Hamy, centra-se num investigador, que se dedica ao estudo dos pássaros, que enfrentará medos e o risco de quase se afogar, durante um trabalho de campo, na descida de um rio, numa floresta.

O Centro Pompidou, em parceria com o Le Fresnoy – Studio National des Arts Contemporains também encomendou um filme ao cineasta a partir da questão “Ou en êtes-vous, João Pedro Rodrigues?” (“Onde está, João Pedro Rodrigues?”).

A retrospectiva é ainda acompanhada pela publicação do livro “Le Jardin des Fauves”, a primeira obra em francês sobre João Pedro Rodrigues, sob a forma de entrevistas realizadas pelo produtor e cineasta Antoine Barraud, e editado numa parceria das Post Editions e do Centro Pompidou.

 

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