Luzes, câmara, acção

film-production-firm-gurgaon

É muito provavelmente o maior evento cultural a ter Macau como palco e o qualificativa vale não só por este anos, mas pelos anos vindouros.

A edição inaugural do Festival Internacional de Cinema e Cerimónia de Entrega de Prémios de Macau – a primeira em que o certame se investe de uma amplitude e de ambições verdadeiramente globais – dá-se a conhecer ao público do território ( e também, com alguma sorte, ao das regiões vizinhas) dentro de pouco mais de uma semana, com uma vasta e apelativa selecção de filmes asiáticos e internacionais.

Para além dos doze filmes oficialmente a concurso – entre os quais se encontram uma produção portuguesa e uma produção local – o Festival apresenta uma programação rica e variada, que propõe  uma viagem pelo melhor cinema contemporâneo ao abrigo de três propostas distintas.

Na secção “Hidden Dragons”, a edição de estreia do Festival Internacional d Cinema de Macau propõe-se dar a conhecer nove produções cinematográficas contemporâneas, assinadas por outros tantos realizadores asiáticos.

A secção “Crossfire”, por sua vez, propõe uma retrospectiva de filmes de género com curadoria de doze conceituados realizadores asiáticos, ao passo que a categoria “Best of Fest Panorama” se propõe abordar o melhor que se viu em termos de cinema numa mão cheia de Festivais Internacionais. Eclética, a mostra deverá possibilitar a estreia asiática ou internacional de nada mais, nada menos do que nove produções.

A estas três produções acresce ainda uma retrospectiva de três filmes da actriz Gwei Lun-Mei, a actriz em foco na edição inaugural do Festival Internacional de Cinema de Macau.

Em termos competitivos, a análise da selecção oficial de filmes a concurso será conduzida por um júri constituído por cinco membros – o realizador e produtor indiano Shekar Kapoor, o actor sul-coreano Jung Woo-seng, o realizador de Hong Kong Stanley Kwan, a realizadora grega Athina Rachel Tsangari e a actriz japonesa Makiko Watanabe – que terão que optar por filmes oriundos de cinematografias tão diversas como a francesa, a britânica, a russa ou a indiana. O vencedor do galardão de melhor filme na edição de 2016 do Festival Internacional de Cinema de Macau leva para casa um galardão concebido por Dante Ferreti, designer que conta no currículo com um Óscar da Academia.

Mas nem só de filmes feitos se faz o Festival  Internacional de Cinema de Macau. Entre 9 e 11 de Dezembro, Macau é palco do projecto “Crouching Tigers”, uma plataforma colocada ao serviço de realizadores convidados pela organização para que consigam recolher o financiamento de que necessitam  para levarem a bom porto  um dos projectos que têm em mãos. É ao abrigo deste mecanismo que regressam a Macau João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, os realizadores em destaque no primeiro “Grande Plano”.

O Festival Internacional de Cinema e Cerimónia de Entrega de Prémios de Macau decorre entre 8 e 13 de Dezembro. O certame abre com a exibição da produção franco-americana “Polina, Danser Sa Vie”.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s