Jogo: DSAL demora mais de um ano a resolver queixa de trabalhadora despedida

Uma queixa de uma ex-funcionária da operadora Galaxy por despedimento sem justa causa está há mais de um ano à espera de uma decisão dos Serviços para os Assuntos Laborais. O Governo culpa a operadora, que diz ainda não ter disponibilizado a informação necessária.

1-cloee

A Direcção dos Serviços para o Assuntos Laborais está há mais de um ano para resolver uma queixa apresentada por uma ex-funcionária da operadora Galaxy, que terá sido despedida por ter manipulado os bónus oferecidos aos clientes. A ex-funcionária, com o apelido Chao, rejeitou desde sempre as acusações e em Novembro do ano passado apresentou uma queixa na DSAL, que ainda aguarda por um desfecho.

Ontem Chao, acompanhada por membros da Associação Novo Macau para os Direitos dos Trabalhadores do Jogo, deslocou-se às instalações da DSAL para conhecer o desenvolvimento do processo. Entre os representantes da associação estava a presidente Chloee Chao: “É de facto uma situação anormal que ainda não exista um resultado sobre a queixa”, disse Chloee Chao, ao PONTO FINAL. “A DSAL justificou-se dizendo que a companhia em causa ainda não entregou o material necessário para avaliar a queixa. É essa a justificação para o atraso. No entanto, prometeram que a situação ia ser resolvida o mais depressa possível”, explicou.

A supervisora foi despedida a 30 de Setembro do ano passado por alegadamente ter carregado os cartões de membros de clientes que conhecia com um valor superior ao das apostas. Como a ex-funcionária não concordou com o despedimento apresentou queixa em Novembro do ano passado.

“Normalmente em oito meses há uma decisão. Mas neste caso já passou mais de um ano”, afirmou Chloee Chao, que diz que as decisões deste género demoram normalmente cerca de oito meses a serem tomadas.

Após a reunião, a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais prometeu fazer esforços para que tudo fosse resolvido ainda este mês. Contudo, a ex-funcionária em conjunto com a associação não excluem a hipótese de apresentar queixa nos tribunais.

Além de ter ido à DSAL para verificar o estado do processo, a ex-supervisora realizou igualmente o seu depoimento para a análise do caso: “Segundo a acusação da empresa, as provas apresentadas são os dias em que ela [ex-funcionária] chegou atrasada ou em que houve erros cometidos por outros croupiers que ela tinha de supervisionar. Mas não há nada relacionado com a justificação apresentada pela empresa”, afirmou a presidente da associação.

Depois de ser despedida, a ex-funcionária ainda arranjou emprego durante dois meses, mas desde então encontra-se numa situação de desemprego.

Sobre o despedimento de croupiers, Cloee Chao afirmou que nos últimos meses têm sido vários os casos que a associação tem ajudado, nomeadamente ao nível da apresentação de queixas na DSAL.

 

 

 

 

 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s