APOMAC atribui distinção a duas mestras da cozinha macaense

Uma é proprietária de um dos mais emblemáticos restaurantes do território. A outra é encarregada da cantina na sede da APOMAC. Aida de Jesus e Victória Baptista foram eleitas no domingo como as mais “distintas cozinheiras macaenses”.

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Aida de Jesus e Victória Baptista foram este domingo reconhecidas pela Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC) como as mais distintas cozinheiras macaenses. O reconhecimento, explica Francisco Manhão, justifica-se pelo facto de serem elas quem detém maior experiência e conhecimento sobre a gastronomia autóctone do território. A distinção foi atribuída no contexto de um almoço volante que o organismo ofereceu aos dirigentes das Casas de Macau da diáspora, presentes no Encontro das Comunidades Macaenses, que decorre até 2 de Dezembro.

“É um reconhecimento, porque são as duas cozinheiras mais idosas, com maior conhecimento e experiência sobre a cozinha macaense, no nosso entender. Achamos que era uma altura própria e ideal para entregar a tal lembrança, porque como nós oferecemos esse almoço à comunidade macaense que veio da diáspora, gostaríamos de aproveitar esta oportunidade para fazer esse gesto”, conta Francisco Manhão. A distinção foi atribuída a Aida de Jesus, conhecida cozinheira, agora com 101 anos, proprietária do restaurante “Riquexó”, um dos poucos em Macau dedicado quase em exclusivo à cozinha macaense. E ainda a Victória Baptista, encarregada da cantina da APOMAC: “Era sócia da dona Aida de Jesus no Riquexó, começou o Riquexó há mais de 40 anos”, complementa o dirigente associativo.

Francisco Manhão entende que são elas as mais profundas conhecedoras de uma gastronomia que traduz um caldo de culturas: “Não tenho dúvidas. Basta olhar para a idade da dona Aida, que tem 101 anos. Penso que ela tem mais de 80 anos de experiência da cozinha macaense. Em Macau não existe mais ninguém com maior experiência e conhecimento do que ela”, sublinha o dirigente da APOMAC.

Entre uma e outra cozinheira, Francisco Manhão balança e sente-se incapaz de apontar uma escolha: “Para mim, todos os pratos são bons, tanto feitos pela Victória como pela dona Aida. Não faço nenhuma diferença entre um prato feito pela dona Aida e o mesmo prato feito pela dona Victória”, garante.

Já no que toca a alinhar pratos favoritos, o presidente da APOMAC não tem dúvidas: “O tacho é o meu favorito. Mas a seguir é um prato que hoje raramente é feito, que é o diabo. É uma mistura de carnes guardadas, tem também muitos condimentos. É um prato que é muito raro hoje ser confeccionado, mas é para mim um dos melhores pratos da cozinha macaense”, defende o dirigente. S.G.

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