PJ detém condutor suspeito de apoio à imigração ilegal

 

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A Polícia Judiciária (PJ) anunciou na sexta-feira a detenção do condutor de um autocarro turístico com dupla matricula, suspeito de pertencer a uma rede criminosa que terá feito entrar e sair do território dezenas de imigrantes ilegais.

Segundo explicou hoje a Polícia Judiciária, o grupo, com origem na China, fez entrar ou sair ilegais para ou de Macau em 21 ocasiões, num espaço de um mês.

Em nota enviada às redacções, a Judiciária explicou que há duas semanas recebeu a informação de que um grupo criminoso recorria a condutores de autocarros turísticos, com matrículas tanto da República Popular da China como de Macau, para possibilitar entradas e saídas ilegais.

Na quinta-feira, o homem de 38 anos foi detido ao atravessar a fronteira, tendo sido encontrado um imigrante ilegal no autocarro.

A Polícia Judiciária “acredita que a rede criminosa operou durante cerca de um mês e ajudou a fazer passar clandestinamente imigrantes pelo menos 21 vezes – sete vezes a entrar Macau e 14 vezes a sair da Região Administrativa Especial”, indica-se no comunicado.

De cada vez, “havia um ou dois imigrantes ilegais escondidos num compartimento secreto do autocarro” e cada imigrante rendia entre 30 a 50 mil patacas – cerca de 3.500 a 5.900 euros – divididas entre o grupo e o condutor.

A polícia de investigação do território diz acreditar que há outros condutores envolvidos e já pediu ajuda às autoridades do Continente para localizar outros suspeitos. Nos últimos meses, as forças de segurança do território – nomeadamente a Polícia Judiciária e os Serviços de Alfândega frustraram dezenas de tentativas de entrada ilegal no território, conduzidas sobretudo por via marítima. Redes de crime organizado fretam frequentemente o serviço de pescadores e de proprietários de embarcações de recreio de pequenas dimensões e incumbem-nos de deixar grupos de até uma dezena de pessoas em zonas menos protegidas do litoral do território. Dezenas de pessoas foram detidas e reenvidas para a China depois de serem apanhadas em flagrante delito quando tentavam entrar na RAEM. O expediente esteve na origem de pelo menos duas mortes desde o início do ano.

 

 

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