Ocidente e Oriente encontram-se através das cores de João Jorge Magalhães

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As cores garridas e fortes dos quadros de João Jorge Magalhães estão desde ontem expostas num espaço incomum: até domingo, o artista macaense tem 15 obras da sua autoria expostas nas paredes dos quartos do  Regency Art Hotel, na Taipa. Os trabalhos de Magalhães estão expostos ao abrigo da segunda edição da iniciativa “6075 Macau Hotel Art Fair”, composta por trabalhos de 60 artistas nascidos depois de 1975.

A “terra dos casinos e dos hotéis” tem mais do que casinos e hotéis, defende o artista, que lamenta a falta de investimento na promoção das obras de quem vive e trabalha em Macau: “Há uma lacuna em termos de promoção dos artistas”,defendeu João Jorge Magalhães em declarações ao PONTO FINAL. “Acho que [esta iniciativa] é uma grande ajuda porque onde é que as pessoas de fora, neste caso os turistas, vêm? Aos hotéis. Fazendo uma promoção da arte através de um hotel, junta-se duas coisas e há uma possibilidade muito maior de internacionalizar e mostrar os trabalhos dos artistas de Macau para fora”, salienta.

No entender de João Jorge Magalhães, a aposta na complementaridade entre as duas indústrias – do turismo e da arte – pode ser uma forma de diversificar ambos os mercados, “em termos do que se faz em Macau e do que há para ver em Macau”.

O trabalho do artista local tem evoluído ao longo do tempo. Magalhães  trabalhou durante algum tempo enquanto designer de comunicação – a sua vertente de formação – o que fez com que se dedicasse especialmente à ilustração. Entretanto, a curiosidade fê-lo começar a “usar um bocadinho mais artes plásticas e a transformar as ilustrações em quadros”.

O facto de ter vivido em Portugal, mas de ser filho de pais macaenses faz de João Jorge Magalhães  um artista entre dois mundos: “Consigo ter um olhar exterior de quem é ocidental, mas ao mesmo tempo tenho sempre dentro de mim a parte oriental”, sublinha. O jovem artista macaense acaba por se comparar a um turista no lugar a que também pertence: “Poderia ser um turista nesta cidade adivinhando coisas que me chamassem a atenção, que achasse diferentes, mas ao mesmo tempo tenho um bom conhecimento de causa do que acontece por detrás das imagens”, rematou.

A abertura da mais recente exposição de João Jorge Magalhães decorreu ontem pelas 16h. “Música, dança, alegria, piadas pelo meio e pessoas a andar pelos corredores do hotel e a ver a arte”,  eis como o artista macaense define a mostra mais original em que alguma vez deu a conhecer o seu trabalho.J.F.

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