Macaenses da diáspora acorrem em peso para o encontro global das comunidades

Tem início este sábado, às 18 horas, a edição de 2016 do Encontro das Comunidades Macaenses. A poucas horas do início, José Sales Marques, que preside à comissão organizadora, fala ao PONTO FINAL de um acréscimo de participação local. À presença dos macaenses do território, acresce uma representação expressiva das comunidades da diáspora, que se traduz em quase 900 participantes vindos do exterior.

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Sílvia Gonçalves

Pressente-se a ansiedade e o cansaço entre quem organiza a edição de 2016 do Encontro das Comunidades Macaenses, que decorre entre 26 de Novembro e 2 de Dezembro. A 48 horas do arranque, o PONTO FINAL tomou o pulso, junto dos organizadores, às expectativas em torno do maior evento de congregação da comunidade maquísta a nível global, que este ano conta com quase 1200 participantes inscritos, 894 oriundos do exterior. Três anos volvidos sobre a última organização do evento, José Sales Marques salienta o acréscimo de participação da comunidade local, e os “números impressionantes” de quem chega de longe, tendo em conta as dificuldades económicas de alguns dos países de onde provêem as comunidades. Miguel Senna Fernandes assinala a vocação do encontro de afirmação da cultura macaense, de que os participantes, diz, terão que estar conscientes.

“Parece-me que há um número maior de pessoas de Macau a participarem no encontro, o que é muito positivo. De qualquer maneira estamos a falar de números que eu diria impressionantes, considerando que existem algumas dificuldades que todo o mundo enfrenta. Há alguns países aos quais as comunidades pertencem que também têm situações económicas difíceis”, assinala José Luís Sales Marques, que preside à comissão organizadora do encontro.

O também presidente do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Macaenses salienta a dificuldade que muitos enfrentam para cumprir um desejado regresso à terra onde têm as raízes: “Há um esforço pessoal muito grande, um investimento pessoal muito grande, que é apreciado e que nós consideramos muito positivo, um sinal da forte vontade de virem a Macau”.

O encontro tem início já amanhã, com um Chá Gordo de recepção aos participantes, organizado pela Confraria da Gastronomia Macaense, e que acontece na Escola Portuguesa de Macau. É o arranque de um programa intenso, que, para Sales Marques, apresenta vários pontos altos: “Do ponto de vista do convívio, obviamente a abertura e o encerramento. Do ponto de vista cultural, há as sessões culturais, uma que é promovida pela própria organização, dia 29, à tarde, na Universidade de Macau e outra promovida pelo Instituto Internacional de Macau, no dia 30 de manhã, no Centro de Ciência. E há a visita a Cantão, que é uma novidade completa, feita pela primeira vez. Um momento muito significativo também”, sublinha o responsável.

A semana do encontro introduz também uma vertente que vai ditar a nova composição do Conselho das Comunidades Macaenses: “Do ponto de vista do trabalho, há a reunião, a 28 de Novembro, do conselho-geral, que é o momento institucional mais importante na medida em que se farão os balanços das actividades e serão eleitos os órgãos sociais do Conselho das Comunidades”. Sales Marques adianta que se irá recandidatar à presidência do conselho permanente do organismo: “Sim, em princípio sim”. Na mesma reunião será ainda votada a candidatura da Casa de Macau no Reino Unido, que pretende integrar o Conselho das Comunidades.

A poucas horas do arranque, Sales Marques resume as expectativas e  desejo acumulado ao longo de meses de trabalho: “Parece-me que existem condições para que o encontro seja um grande momento e tenho a certeza que vai ser. Espero que tudo aquilo que eu imaginei que podia ser o encontro, ainda venha a ser melhor do que isso”.

Miguel Senna Fernandes, presidente da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM), que integra a comissão organizadora do Encontro, sublinha os propósitos de um acontecimento que está para lá do reencontro que encurta distâncias: “O Encontro não se resume a uma viagem, é muito mais do que isso. Qual a razão de ser do encontro se não uma afirmação de uma cultura, agora com tantas nuances porque a comunidade está em vários pontos do mundo. Que as pessoas tenham consciência disto, e que isso tudo seja importante”, salienta.

Senna Fernandes, que é também director da companhia de teatro Dóci Papiaçám di Macau, explica a que se deve a ausência do programa do último espectáculo do grupo, “Unga Chá Di Sonho”, uma vez que a reposição chegou a ser equacionada: “É uma grande pena, porque os principais actores não estão em Macau. São peças fundamentais e com o pouco tempo que tivemos, não deu para fazer qualquer tipo de substituição”.

Ao invés do espectáculo, será projectado, a 27 de Novembro, às 18 horas, no Hotel Sheraton, um filme da peça, com apenas trinta minutos. A que se segue, no mesmo espaço, a sessão de abertura do encontro.

 

Quantos filhos da terra trazem as Casas da diáspora ao Encontro das Comunidades Macaenses?

 

Casa de Macau Inc, Austrália – 121

Casa de Macau do Rio de Janeiro – 13

Associação da Casa de Macau, São Paulo – 34

Casa de Macau no Canadá (Toronto) – 63

Macau Club (Toronto) Inc  – 79

Casa de Macau Club (Vancouver) – 55

Macau Cultural Association of Western Canada – 38

Club Lusitano de Hong Kong – 18

Casa de Macau em Portugal – 72

Casa de Macau USA Inc – 132

Lusitano Club of California – 196

União Macaense Americana, Inc (UMA Inc) – 59

Indivíduos de fora da RAEM – 14

 

Total de participantes da diáspora – 894

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