Governo defende importação de trabalhadores sem prejuízo da mão-de-obra local

Mais acções de formação para melhorar a preparação profissional da população local e a melhoria do mecanismo de saída dos trabalhadores não-residentes são promessas deixadas ontem na Assembleia Legislativa por Leonel Leong. O secretário para a Economia e Finanças avisa, no entanto: há áreas em que a importação de trabalhadores é inevitável.

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A questão tem sido frequentemente colocada como se de um jogo de equilíbrio se tratasse: os dois pratos de uma balança que opõe a importação de trabalhadores à defesa do emprego local. Na apresentação das Linhas de Acção Governativa (LAG) para a Economia e Finanças, ontem na Assembleia Legislativa (AL), Lionel Leong Vai Tac, o secretário que tutela a pasta, defendeu que a questão não deve ser, de todo, entendida assim. A prioridade dos cidadãos residentes no acesso ao emprego não será posta em causa, mas a contratação de trabalhadores importados é um recurso que deve ser utilizado, defende.

No debate de ontem no hemiciclo, os deputados mais afectos ao sector do trabalho iam puxando a corda para um lado, enquanto os ligados à área pró-empresarial, puxavam para o outro: “O número de trabalhadores não-residentes está a aumentar. Precisamos garantir postos de trabalho para os trabalhadores locais”, queixava-se Ella Lei Cheng I. “É difícil para as empresas encontrar empregados locais para todas as vagas”, contrapunha Mak Soi Kun.

Lionel Leong respondia com uma visão empenhada em encontrar um equilíbrio algures numa área comum ao interesse de todos: “A importação de trabalhadores existe apenas como um recurso para suprir as faltas da nossa força de trabalho local. Vamos continuar a lutar pela prioridade da população local no acesso ao emprego. Qualquer violação à Lei Laboral incorre em sanções”, assegurou o governante. Leong sublinhou, por outro lado, os desafios colocados pela necessidade da aposta na diversificação da economia (ver texto “Lionel Leong: ‘Jogo é que vai ser a locomotiva da diversificação’”): “Temos de importar talentos para suprir as necessidades de cada sector”.

O secretário afirma-se empenhado em que esse processo seja tudo menos arbitrário: “Temos de usar uma base científica para identificar onde estão exactamente as necessidades que a mão-de-obra residente não supre”.

Ainda assim, Leong voltou a assegurar que o Executivo estava empenhado em estabelecer um mecanismo de saída dos trabalhadores não-residentes, para que deixem o território uma vez concluída a tarefa que motivou a sua contratação. Por outro lado, para criar melhores defesas e competitividade dos cidadãos residentes no mercado de emprego, defendeu: “Temos de trabalhar mais na formação de trabalhadores locais”. E prometeu: “Vamos lançar mais acções de formação”.

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