Activistas pró-democracia temem afastamento das urnas

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A proposta de revisão da Lei Eleitoral ainda não foi aprovada e já suscita receios entre os membros da Associação Novo Macau. Para se entender onde mora a raiz de todos os medos dos activistas pró-democratas é necessário recuar até ao Verão de 2014 e ao referendo civil sobre a reforma política então organizado pelas associações Consciência de Macau, Juventude Dinâmica de Macau e Sociedade Aberta de Macau.

Numa reacção à decisão, sugerida ontem pelo Executivo, de obrigar os eventuais candidatos a um lugar na Assembleia Legislativa a prestar fidelidade a Macau enquanto Região Administrativa Especial chinesa, Jason Chao teme que o referendo civil, dinamizado há dois anos, seja evocado para impedir que a Associação Novo Macau se apresente nas urnas no próximo  ano: “Sabemos que não havia nada de ilegal em organizar o referendo civil. Mas as autoridades afirmaram, repetidas vezes, que o referendo civil violava a Lei Básica. Bastou uma interpretação. Isto dá para ver como pode haver abusos. Com base na organização do referendo qualquer membro da nossa organização pode ser desqualificado”, admitiu Jason Chao, em declarações à Rádio Macau.

O activista defendeu ainda que não há formas objectivas de avaliar a fidelidade à Lei Básica e à Região Administrativa Especial de Macau.

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