Falência da TransAsia gera protestos em Taiwan

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O anúncio de dissolução da terceira companhia aérea de Taiwan – a TransAsia – desencadeou protestos na terça-feira por parte dos seus 1.795 trabalhadores, afectando milhares de passageiros.

A empresa iniciou na quarta-feira a primeira ronda de negociações com representantes sindicais, depois de uma noite de manifestações, e prometeu “cumprir com todas as suas responsabilidades”.

Após o anúncio da dissolução da TransAsia, na terça-feira, os trabalhadores formaram uma nova representação sindical e protestaram junto à sede da empresa, reivindicando melhores condições do que as previstas na Lei de Trabalho para os casos de despedimento, segundo o porta-voz sindical, Pang Min-yi.

A companhia aérea – que efectuava vários voos semanais entre Taipé e Macau –  apresentou um plano de despedimentos, confirmou o Departamento de Trabalho de Taipé e, segundo os seus próprios dados, a sua dissolução vai afectar aproximadamente 100 mil passageiros, que deverão ser indemnizados.

Após o anúncio do encerramento da transportadora devido a dificuldades financeiras, o seu presidente, Vincent Lin, explicou que a empresa registou prejuízos de 2.700 milhões de dólares de Taiwan, qualquer coisa como 79,6 milhões de euros, nos primeiros dez meses do ano: “Dado que a perspectiva de futuro não é optimista, tivemos que tomar a dolorosa decisão de dissolver a empresa”, anunciou Lin em conferência de imprensa.

Lin assegurou que a TransAsia dispõe de fundos e activos suficientes para compensar os passageiros prejudicados pela dissolução da empresa:  “Esperamos assumir a nossa última responsabilidade antes de abandonar o sector da aviação de Taiwan”, frisou.

A empresa tem um fundo mútuo de 1.200 milhões de dólares de Taiwan – 35,4 milhões de euros – e espera canalizar metade da verba para indemnizar os funcionários pelo despedimento e compensar os passageiros, indicou o conselheiro-delegado da empresa, Liu Tung-ming.

Os acidentes de 2014 e 2015 – que fizeram 91 mortos – a concorrência no sector e a diminuição do número de turistas chineses em Taiwan contribuíram para a acumulação de prejuízos.

A TransAsia criou, em dezembro de 2014, uma subsidiária de baixo custo, a V-Air, que encerrou no início do mês passado também por causa de prejuízos acumulados.

 

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