Carlin explica renascer no GP de Macau após época medíocre na Fórmula 3

O alinhamento de pilotos que apresentou no circuito da Guia para disputar a Taça do Mundo de Fórmula 3, incluindo o português António Félix da Costa – que acabou por vencer a prova – foi a única coisa que mudou face ao grosso da temporada. A aposta constitui o segredo do sucesso da equipa no traçado do território.

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A temporada no Campeonato da Europa de Fórmula 3 foi para a Carlin mais do que decepcionante. Mas Trevor Carlin, o patrão da escuderia britânica que leva o seu nome, nunca duvidou da qualidade da sua equipa e salienta que a única mudança que apresentou este ano na Taça do Mundo de F3 – a prova-rainha do Grande Prémio de Macau –  e que levou a equipa ao triunfo na Guia foi mesmo o quarteto de pilotos que cá competiram no fim-de-semana passado.

Na maior parte da época no Europeu, a Carlin alinhou com três carros, sendo que apenas dois nomes foram presença constante: o do italiano Alessio Lorandi e o do norte-americano Ryan Tveter. Lorandi ainda arrancou uma vitória no circuito citadino francês de Pau e um terceiro lugar no autódromo holandês de Zandvoort. Tirando isso, a equipa britânica não conseguiu mais nada que se visse durante toda a temporada, que ficou totalmente estragada quando após a sétima prova – de um total de 10 –  o italiano resolveu abandonar o barco.

Foi preciso uma limpeza total no seu alinhamento de pilotos na última corrida do campeonato, em Hockenheim, na Alemanha, para que a Carlin recuperasse o ânimo e voltasse a brilhar logo na corrida seguinte, em Macau, com Félix da Costa a arrebatar o título, o jovem brasileiro Sérgio Sette Camara a terminar em terceiro e os estreantes britânicos Jake Hughes e Lando Norris a ficarem com e sexto e o 11.º postos, respectivamente:  “Eu sabia que a equipa era tão boa como outra qualquer e acreditava nisto: se conseguires os pilotos certos para o carro, então os resultados virão, não é verdade?”, explicou Trevor Carlin, em entrevista ao site Motorsport.

“Tudo o que fizemos foi trocar três pilotos por outros quatro. Qualificámo-nos com os quatro nos nove primeiros e terminámos com três deles entre os seis melhores”, observou o gestor desportivo britânico.Trevor Carlin sublinha o facto de a equipa ter insistido no trabalho que estava a fazer: “Estou muito orgulhoso desta equipa por ter acreditado em si própria”, congratulou-se.

Carlin espera que o bom desempenho apresentado em Macau possa devolver à equipa o seu estatuto e a confiança dos patrocinadores: “Espero que as pessoas percebam que somos quem somos e não perdemos a sabedoria acumulada nos últimos 18 anos. Tivemos problemas de orçamento, mas pagámos sozinhos do nosso bolso para o António correr por nós. Fizemos o investimento para mostrar a equipa em bom plano e penso que foi uma boa aposta”, revelou.

 

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