Obra da dinastia Qing serve de inspiração a espectáculo musical

Também conhecida como “Livro dos padrões para se ser um bom aluno e um bom filho”, a obra “Di Zi Gui” serviu de inspiração a um novo espectáculo musical. Leung Kwok Shing, coreógrafo e director artístico da Companhia de Dança de Hong Kong, adaptou o texto e transformou-o num espectáculo de música e dança que envolve mais de três centenas de actores e figurinos. O musical chega a Macau no próximo mês.

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Elisa Gao
elisa.pontofinal@gmail.com
Escrita há mais de três séculos, no auge da dinastia Qing, “Di Zi Gui” é uma obra de cariz neo-confuciano que, em tempos, foi considerado como um manual de etiqueta que regia o comportamento individual e a vida em sociedade. A obra, redigida durante o reinado do imperador Kangxi, foi agora adaptada aos palcos por Leung Kwok Shing, coreógrafo e director artístico da Companhia de Dança de Hong Kong.
O espectáculo foi apresentado três vezes na vizinha Região Administrativa Especial em Janeiro passado. Em Macau, o grupo sobe ao palco do Centro Cultural de Macau a 17 e 18 de Dezembro para duas actuações.
O espectáculo foi anteontem apresentado em conferência de imprensa. No final do certame, Leung Kwok Shing afirmou ao PONTO FINAL que, apesar do espectáculo ter como objectivo promover a cultura tradicional chinesa junto da própria sociedade chinesa, o intuito não passa por reproduzir de forma acrítica ensinamentos ancestrais, uma vez que não é essa a finalidade da adaptação artística: “Nesta peça, enfatizamos a família e a nação – que são os focos de Di Zi Gui – geração após geração. Usamos a interpretação moderna ao invés da interpretação da cultura ancestral”, explicou o coreógrafo.
Os primeiros sete capítulos do livro deixam conselhos sobre a forma como se deve zelar pelos pais e respeitar os irmãos. Depois desses primeiros capítulos, a obra destaca a importância de se ser prudente e cauteloso em relação a pessoas, assuntos e objectos do quotidiano, ao mesmo tempo que dá recomendações sobre o tipo de comportamento a adoptar para se ser respeitado em sociedade. A importância de se ser virtuoso e compassivo é sublinhada noutro dos capítulos da obra, características que encontram eco na adaptação ao palco conduzida por Leung Kwok-shing.
O coreógrafo procurou integrar na obra a consciência do Budismo através de gestos directamente apreendidos da religião: “O espectáculo começa com uma saudação com as mãos juntas que mostram, depois, o formato de coração. Há também gestos do Buddha e de lótus”, explicou Leung ao PONTO FINAL
No dia 16 de Dezembro, o ensaio de “Di Zi Gui” estará excepcionalmente aberto aos membros da Sociedade Fotográfica de Macau. O organismo vai promover uma competição de fotografia destinada a profissionais e a entusiastas da fotografia, que serão convidados a fotografar a actuação.

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