China vai restringir consumo de tabaco a nível nacional

As autoridades do Continente vão impor restrições ao consumo de tabaco à escala nacional. As novas disposições legais vão estar em vigor no início do próximo ano e passam a proibir o consumo em espaços fechados e em espaços públicos exteriores, como é o caso de paragens de autocarro, escolas e estádios.

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A República Popular da China, o maior produtor e consumidor mundial de cigarros, vai impor restrições ao consumo de tabaco a nível nacional, a partir do final deste ano, anunciaram esta terça-feira as autoridades de Pequim.
Nação mais populosa do mundo, com cerca de 1.375 milhões de habitantes, a República Popular da China é também o país com mais fumadores: 28 por cento de todos os adultos ou metade dos adultos do sexo masculino.
A Organização Mundial do Comércio (OMC) estima que o tabaco cause a morte de um milhão de chineses todos os anos, com o fumo passivo a causar cerca de 100.000 mortos. Em Junho de 2015, o município de Pequim adoptou a mais dura legislação antitabágica alguma vez promovida no país, banindo o consumo de cigarros em escritórios, em restaurantes, em hotéis e em hospitais.
Os estabelecimentos que infringem a lei podem ser multados até 10.000 yuan, mais de 1360 euros.
Na semana passada, Xangai, a “capital” económica do país, alterou também a sua regulamentação, passando a proibir o consumo em espaços fechados e em exteriores como paragens de autocarro, escolas e estádios.
Em conferência de imprensa, o porta-voz do ministério chinês da Saúde, Mao Qunan, revelou que as medidas promovidas por Xangai serão ampliadas a todo o país: “As regulações a nível nacional para restringir o consumo do tabaco em público estão em processo legislativo e devem entrar em vigor no final do ano”, afirmou.
O reforço da aplicação da lei antitabagismo poderá revelar-se difícil na República Popular da China, onde a indústria tabaqueira gerida pelo Estado garantiu, em 2015, lucros e impostos no valor de 1,1 bilião de yuan, qualquer coisa como 150 mil milhões de euros..
As autoridades que regulam o consumo do tabaco no país partilham as instalações e alguns directores com a estatal China National Tobacco Corp, de longe a maior produtora de cigarros do mundo.
A República Popular da China é também o pais de origem de uma boa parte do tabaco contrafeito que circula pelo mundo. Na semana passada, em Portugal, a agência Lusa dava conta que a Unidade de Acção Fiscal da Guarda Nacional Republicana fez, até 15 de Novembro, 198.609.398 apreensões de vários tipos de tabaco, enquanto que em todo o ano passado as intervenções se ficaram pelos 2.305.735 apreensões.
Até meados do presente mês, a GNR apreendeu 188 toneladas de folha de tabaco, cerca de 11milhões de cigarros e mais de seis mil charutos. A maioria do tabaco de contrabando que circula em Portugal tem origem fora do pais, no Médio Oriente e na Ásia, nomeadamente na República Popular da China e em Taiwan.

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