Business Awards conquistam a atenção dos grandes grupos

Aos 40 finalistas dos Business Awards, ontem apresentados, soma-se um outro, cujo nome só será conhecido na gala de quinta-feira, enquadrado numa nova categoria que vem distinguir, por mérito, uma figura ou empresa. A quarta edição dos galardões fica ainda marcada pela presença de grandes empresas do território, inclusive do tecido empresarial chinês.

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Sílvia Gonçalves

A edição de 2016 dos Business Awards acrescenta às habituais 10 categorias, um prémio de mérito com que pretende distinguir uma pessoa ou instituição que se tenha destacado na sua área. Entre os 41 finalistas – 40 deles ontem apresentados – está o fotógrafo português Nuno Veloso, na categoria que distingue jovens empreendedores. Já o Banco da China e o grupo Nam Kwong aparecem listados na categoria de responsabilidade social.
Paulo Azevedo, que preside ao grupo De Ficção – Multimedia Projects, entidade que organiza o evento, fala num interesse crescente pelos prémios, com a entrada em cena de candidaturas que chegam de empresas de referência, nomeadamente do tecido empresarial chinês, que têm estado menos presentes na cerimónia anual que premeia empresas e empreendedores do território.
“Esta é a quarta edição, tem estado a correr bastante bem. Estes são os únicos prémios da sociedade civil com esta dimensão. Praticamente, os prémios que existem são os prémios do Governo. Todos os anos o Chefe do Executivo dá as medalhas de mérito e depois há alguns prémios ao nível das associações para os seus membros”, contou ontem Paulo Azevedo, em declarações à imprensa.
A novidade introduzida este ano vem acrescentar um reconhecimento de mérito que surge à margem das restantes categorias, onde as candidaturas são sujeitas à apreciação por parte de um júri. O primeiro galardoado com a distinção só será conhecido na gala de quinta-feira: “É um prémio novo que anunciamos no ano passado que íamos ter a partir deste ano. Não é por votação do júri, mas é por escolha. Não há concorrência, é escolhido um grande vencedor. É o Prémio de Grande Mérito, que é atribuído ou a uma pessoa ou a uma instituição com provas dadas na sua área de intervenção”, explicou.
O jornalista e empresário, que integra o painel de 30 jurados que avaliam as candidaturas, falou de um crescendo de exigência nas regras de avaliação dos candidatos: “Tornamos a malha mais estreita e passamos a exigir muito mais documentação e muito mais provas. Isso também é consequência do facto de nós já termos mais alguma rodagem como organizadores. Aos poucos, queremos tornar mais difícil o acesso às candidaturas, para que estas sejam cada mais representativas e sejam candidaturas extremamente importantes e de referência”.
Para a edição de 2016, a organização recebeu “entre 120 a 150 candidaturas”, sendo que podem ser escolhidos um máximo de 55 finalistas. Apenas 40 encaixaram nos parâmetros, explicou Paulo Azevedo: “Porque não preenchiam os critérios, não forneciam os dados todos que nós exigimos. Há candidatos que acham que três folhas A4 com uma biografia é o suficiente, e sinceramente não é suficiente”, salienta.
Na lista de finalistas ontem apresentada, figuram, na categoria ‘Responsabilidade Social Corporativa’, duas empresas estatais – o Banco da China e a Companhia Nam Kwong, sedeada em Macau. A estas entidades junta-se ainda o Macau Design Centre.
O conjunto das dez categorias integra ainda pesos-pesados da actividade empresarial do território como o Sheraton Grand Macao Hotel, a Sociedade de Jogos de Macau ou a Melco Crown Entertainment Limited, ambas na categoria ‘Leading by Example’, “que premeia a capacidade de liderança de pessoas individuais ou de instituições”, assinalou Paulo Azevedo. Já na categoria ‘Empreendedor’, entre os três finalistas, figura Kevin Ho, empresário que recentemente manifestou a intenção de adquirir uma posição de 30 por cento do capital do Global Media Group, que detém os jornais Diário de Notícias, Jornal de Notícias, O Jogo e a rádio TSF. O único português na tabela, o fotógrafo Nuno Veloso, da Core Productions, surge enquadrado na categoria ‘Jovem Empreendedor”.
Paulo Azevedo apontou como sinal de evolução do evento, a gradual aproximação do meio empresarial chinês, de onde também já começam a chegar candidaturas: “Inicialmente tínhamos empresas relativamente novas, com algumas provas dadas. Mas à medida que o tempo vai passando, estamos a ter participações já de empresas de referência, que têm décadas de presença. Empresas tradicionais, que são por norma menos afoitas. E nomeadamente algumas do tecido empresarial chinês, o que nos deixa extremamente satisfeitos”. A expansão ao tecido empresarial chinês corresponde ao desejo da organização de que os prémios “sejam mais conhecidos do tecido empresarial e daquele tecido empresarial mais antigo”.
Aos 40 finalistas, escolhidos num processo de avaliação de candidaturas, junta-se o vencedor da categoria Prémio de Grande Mérito, cujo nome só será conhecido na gala desta quinta-feira, às 19h30, no Grand Lisboa.

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