IFT planeia abrir dois hotéis no Campus da Taipa

Objectivo da instituição passa por alargar a componente prática na gestão de hotéis e dar resposta ao número crescente de alunos. Os planos da instituição de ensino superior direccionada para a hospitalidade foram ontem apresentados pela presidente do IFT, Fanny Vong.

 

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João Santos Filipe

O Instituto de Formação Turística vai começar a construir dentro de dois anos duas unidades hoteleiras no Campus da Taipa para alargar a vertente prática dos seus cursos e dar resposta ao número crescente de pessoas que se inscrevem na instituição. As explicações foram avançadas ontem pela presidente do IFT, Fanny Vong.
“A Pousada de Mong Há é o primeiro hotel educacional do Instituto de Formação Turística, que tem 20 quartos. Esta solução permite um tipo de treino muito especializado para os alunos em hotéis boutique. Com os hotéis na Taipa temos a esperança de ter outros tipos de gestão, como por exemplo apartamentos mobilados, que envolve uma experiência diferente”, disse Fanny Vong.
“Outra razão para estarmos a planear estes hotéis é porque temos um número cada vez maior de alunos a procurarem os cursos relacionados com gestão hoteleira”, explicou.
O projecto, que envolve a construção de um hostel e de um hotel com apartamentos mobiliados para alugar, ainda está numa fase inicial, sendo necessários cerca de dois anos para que as obras preliminares avancem: “Estamos numa fase de planeamento e contamos que durante os próximos dois anos ainda estejamos a fazer os planos e a discutir com o Governo o projecto, isto porque precisamos de licenças e eles necessitam de aprová-las e ver se os planos são concretizáveis”, afirmou Fanny Vong. “Ainda vamos precisar de mais dois anos, mas talvez nesse período os trabalhos preliminares de construção possam arrancar”, completou a responsável.
O Instituto de Formação Turística realizou ontem a cerimónia de atribuição dos certificados de participação no curso com o nome “Construindo a Capacidade Turística para Governos e Funcionários Públicos”, que arrancou no dia 14 deste mês. Nesta oferta educativa, que foi organizada em parceria com a Organização Mundial do Turismo das Nações Unidas, participaram 17 alunos, de países tão diversificados como Timor-Leste, o Afeganistão, o Irão, a Mongólia ou o Nepal, mas também da RAEM.
“A missão de Macau é desenvolver-se num Centro Mundial de Turismo e Lazer e isso significa que o território precisa de ser muito bem conhecido a nível mundial. Para estar alinhado com esta política, precisamos não só de ter um sector do turismo muito forte, mas também a educação relacionada”, disse Fanny Vong.
Entre os participantes no curso esteve Isabela Manhão, que trabalha para a Direcção dos Serviços de Turismo, na divisão de mercados: “Foi um curso muito importante porque nos permite trocar experiências ao nível da promoção do turismo destes países que muitas vezes não conhecemos tão bem, como por exemplo o Butão, que tem métodos muito diferentes de gerir o seu turismo”, explicou Isabela Manhão.
“No Governo temos muitas formações, mas cursos tão técnicos e tão directamente relacionado com a indústria não há muitos e por isso acho que foi uma oportunidade muito boa”, acrescentou.

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