Número de terapeutas ainda longe de suprir as necessidades, alerta Si Ka Lon

O objectivo de integrar as pessoas com deficiência pode estar em risco devido à falta de terapeutas ocupacionais, terapeutas da fala e fisioterapeutas, alerta Si Ka Lon. O deputado pede ao Governo medidas eficazes de apoio à contratação de profissionais no exterior e pergunta se houve alguma avaliação das necessidades reais do território para que sejam criados mais cursos de formação, para além da licenciatura que vai ser potenciada em 2017 no Instituto Politécnico de Macau (IPM).

1-terapia

A promoção do autodesenvolvimento e da realização pessoal de indivíduos com deficiência são questões que “devem ser consideradas na agenda de desenvolvimento de Macau”, começa por frisar Si Ka Lon numa interpelação escrita enviada ao Governo na passada sexta-feira. Por conseguinte, para criar uma integração social das pessoas com deficiência, o Governo da RAEM lançou o Planeamento dos Serviços de Reabilitação para o Próximo Decénio (2016 – 2025), que propõe a criação de uma sociedade assente na igualdade de direitos e na integração para que os residentes com deficiência possam participar em pleno numa atmosfera de inclusão.

No entanto, as necessidades decorrentes da falta de profissionais de saúde qualificados continuam a ensombrar os esforços do Governo, lembra o deputado citando dados fornecidos por Tai Wa Hou, director dos Serviços do Centro de Avaliação Conjunta Pediátrica. O responsável afirmou que existem actualmente mais de 120 fisioterapeutas, 80 terapeutas ocupacionais e outros 26 terapeutas da fala no território, mas que esses números são insuficientes para lidar com todos os tipos de necessidades de reabilitação.

Uma das soluções apresentadas pelo Governo para suprir a falta de especialistas passa pela formação de novos terapeutas, sendo que o Instituto Politécnico de Macau (IPM) vai começar a oferecer programas de licenciatura a partir 2017 nas áreas das terapias de fala e ocupacionais. O Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura emitiu no passado dia 7 de Novembro um despacho que cria na Escola Superior de Saúde do IPM, o curso de licenciatura em Ciências de Terapia da Fala e da Linguagem. Porém, para Si Ka Lon, essa não é uma resposta viável para resolver os problemas imediatos, até “porque água distante não apaga fogo nas proximidades”, diz na sua interpelação.

Neste contexto, interroga Si Ka Lon, que medidas pragmáticas o Governo pretende adoptar para apoiar, por exemplo, a contratação externa de profissionais por parte das organizações de serviços sociais, de modo a atender às necessidades urgentes? Si Ka Lon lembra que apesar das várias entidades estarem autorizadas a contratar no exterior, esta solução também se tem revelado pouco eficaz devido a dificuldades como as diferenças regionais, linguísticas e os salários.

Por outro lado, questiona o deputado, “uma vez que as autoridades já chegaram à conclusão de que todos os terapeutas existentes em Macau não chegam para colmatar as necessidades, será que o Governo realizou já uma avaliação abrangente por forma a conhecer as necessidades reais e criar programas de formação de talentos correspondentes? Além do programa de licenciatura no IPM, que vai começar a funcionar em 2017, o Governo está a preparar outros programas de formação?”.

Si Ka Lon lembra ainda que, é do conhecimento geral, de que algumas organizações de serviço social mantêm ao serviço auxiliares de terapia por falta de terapeutas

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