André Couto com a sensação de que “não houve muita corrida”

 

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André Couto terminou a Taça GT de Macau em 12.º lugar, numa prova muito acidentada que ficou marcada por um acidente que envolveu o vencedor, o belga Laurens Vanthour.

Quando decorria a sexta volta, Vanthour despistou-se, o seu carro bateu num muro, virou-se totalmente e deslizou, virado ao contrário, pelo circuito vários metros, começando a incendiar-se. O piloto saiu sozinho do carro, aparentemente ileso, e o acidente levou à suspensão da corrida, que deveria ter tido 18 voltas, mas já não voltou a ser retomada (ver texto na página 2).

André Couto terminou com a sensação de que “não houve muita corrida”, porque “estava a começar e acabou rápido”.

O piloto português, que habitualmente corre com as cores de Macau, sentiu ontem que o “carro realmente estava melhor”: “Hoje [ontem] mudámos outra vez a afinação do carro e realmente agora consegui sentir um carro bom, um carro de corrida. Foi pena por não ter tido tempo antes de ganhar confiança com este tipo de afinação no carro, perdi o primeiro turno e o segundo turno com uma afinação que não era boa para mim, e agora finalmente conseguimos ter um carro melhor”, disse. “Mas as corridas são assim. Acabou e para o ano há mais”, acrescentou.

Sobre o despiste que suspendeu a corrida, André Couto disse que já passou pelo mesmo, à semelhança de outros pilotos: “Agora o Vanthoor passou por isso e quase todos os acidentes mais graves ali acontecem porque tocamos um bocadinho com a roda interior do carro naquele corrector, o que faz o carro saltar e a partir dali já é impossível agarrar”, afirmou.

“Portanto não é um acidente por se ter despistado, a traseira fugir e bater na saída da curva, é um acidente à entrada da curva. É lógico que quem toca no corrector calcula mal, mas se não tivesse o corrector era possível passar”, acrescentou.

André Couto havia saído em 13.º, um lugar à frente daquele que conseguiu na prova classificativa que definiu a grelha de partida, beneficiando de uma penalização aplicada ao italiano Edoardo Mortara (Audi), que já ganhou esta corrida por três vezes (2011, 2012 e 2013) e que ontem acabou em 13.º.

Na conferência de imprensa final da prova, os pilotos do pódio reconheceram ser “estranho” ganhar desta forma, em que quase não houve corrida.

 

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