Duas dezenas de junkets em Macau arriscam perder licença

“Uma actividade mais regulada” é o objectivo final de uma acção da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos que envolveu a inspecção à forma como estavam a funcionar 145 operadores do sector de promoção de jogo nas casas de apostas do território. Os que não passaram no teste terão até ao fim do ano para reverem as suas práticas.

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As licenças de operação de quase 20 promotores de jogo associados aos casinos de Macau correm o risco de ser revogadas se os junkets não reformarem de forma leal o seu modus operandi. Uma inspecção recente detectou irregularidades nas práticas dos promotores de jogo em questão.

A informação foi avançada pelo responsável pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ), Paulo Martins Chan, falando aos jornalistas, à margem do Macau Gaming Show 2016. De acordo com o responsável, uma inspecção ao funcionamento dos sistemas de contas de 145 junkets licenciados em Macau concluiu que 19 deles estavam a valer-se regularmente de práticas consideradas “insatisfatórias”.

Citado pelo jornal Macau Business Daily, Chan sublinhou que a intenção da DICJ era impor “uma actividade junket mais regulada”, pelo que os 19 operadores apanhados nas malhas da fiscalização teriam um prazo para melhorar a forma como estavam a funcionar. O responsável fez, de resto, um ultimato às empresas, que têm  até ao fim do ano para se redimirem. Depois disso, advertiu, as licenças serão anuladas se não forem detectados esforços para mudar essas práticas.

A ameaça, em princípio, não parece ser só da boca para fora, até porque a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos cassou as licenças de 35 operadores junket em Janeiro, por razões semelhantes.

 

Mão pesada ou leve?

 

Apesar do severo ultimato, a actuação da DICJ foi classificada como “não suficientemente agressiva” na opinião de Changbin Wang, professor-assistente do Instituto Politécnico de Macau. Em declarações proferidas durante um painel de debate sobre o tema dos junkets, inserido no Macau Gaming Show, o professor observou que metade do problema estavam a ser esquecidos: é que os promotores recorrem muitas vezes a intermediários baseados fora de Macau. Por isso, defende, uma investigação consistente deveria envolver a cooperação com os Governos de outras jurisdições.

Os governos Central e da RAEM apostaram forte no Macau Gaming Show deste ano, com altos-representantes dos dois lados da fronteira a acorrerem a um evento que bateu alguns dos seus recordes: mais de 170 expositores, espalhados por uma área aumentada em oito por cento comparativamente a edições anteriores. Seis organismos governamentais de Macau estiveram representados na cerimónia de abertura. Pequim fez-se representar pelo Departamento de Assuntos Económicos do Gabinete de Ligação do Governo Central no território.

 

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