Continuidade é a palavra de ordem nas LAG para 2017

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As Linhas Gerais de Acção Governativa para o próximo ano deram o mote ao programa Fórum Macau de ontem e os comentadores convidados pela emissora em língua chinesa da Rádio Macau estão todos de acordo em relação a um aspecto: há uma clara linha de continuidade nas propostas formuladas pelo Executivo relativamente às prioridades políticas e sociais para 2017.

Lao Chi Ngai, director do Centro de Estudos de Macau, uma entidade subordinada à Universidade de Macau, considera claros os objectivos das LAG para o próximo ano. O analista recorda que as Linhas de Acção Governativa para 2017 são as primeiras enquadradas no Plano Quinquenal do Governo e sublinha a consonância das medidas anunciadas por Chui Sai On na terça-feira com as politicas definidas no Plano de Desenvolvimento para os próximos cinco anos. Lao aplaude ainda o facto do Governo considerar prioritárias as questões relativas à qualidade de vida dos residentes do território.

Kin Sun Chan, professore assistente da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Macau, sublinha a ideia de continuidade que está subjacente às Linhas de Acção Governativa para o próximo ano. O académico considera que as políticas gizadas pelo Governo tendo em vista a melhoria das condições de vida dos residentes do território deverão ganhar uma relevância acrescida em 2017, com a instituição de mecanismos mais eficazes de apoio a quem mais necessita.

Kin sublinha o facto de grande parte das propostas do Executivo no campo social estarem orientadas para as famílias, respondendo a uma tendência evidente de envelhecimento da população.

O professor da Universidade de Macau evoca, desse ponto de vista, a questão da licença de paternidade. Kin Sun Chan defende, no entanto, que o Governo devia procurar garantir que a medida seja fruto de um consenso entre patrões e empregados, em sede de concertação social.

Abordado no programa Fórum Macau foi também o anúncio, feito na quarta-feira por Chui Sai On, de que a partir do próximo ano as escolas de Macau e da República Popular da China vão partilhar um mesmo manual de ensino de história.

Lao Chi Ngai não critica a opção, mas lembra que a Lei Básica oferece aos estabelecimentos de ensino a liberdade para adoptar o manual que querem utilizar e garantiu que o Governo não vai forçar as escolas a adoptar o novo livro.

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