Concurso para jovens chefs integra pela primeira vez alunos do IFT

O Instituto de Formação Turística (IFT) acolhe, a 21 de Novembro, a 9ª edição da “Young Chef Competition”, concurso organizado pela Associação Culinária de Macau. Pela primeira vez, figuram entre os finalistas dois alunos do IFT que, a par com concorrentes já instalados no mercado, terão que demonstrar domínio nas técnicas da cozinha ocidental.

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Sílvia Gonçalves

São cinco finalistas, e na próxima segunda-feira terão três horas para mostrar o que valem numa cozinha preparada para os conduzir às alturas. Cabe-lhes criar uma entrada, um prato principal e uma sobremesa, um menu onde terão que imprimir originalidade e cravar uma assinatura. Pela primeira vez, a  Young Chef Competition [Concurso Jovem Chef] inclui dois alunos do Instituto de Formação Turística (IFT), que vão bater-se de igual para igual com quem já se move na indústria da restauração. David Wong, responsável pela organização do certame, explicou ao PONTO FINAL que este ano, ao contrário das edições anteriores, a competição não terá um tema, ampliando-se assim a liberdade criativa dos jovens cozinheiros. Certo é que terão que abordar a cozinha ocidental.

“A ideia desta competição é promover os jovens chefs, todos os jovens chefs desta região de Macau. Começámos há nove anos e todos os anos temos feito isto, é já a 9ª edição”, sublinha o professor do IFT. “Pela primeira vez temos alguns estudantes do IFT, todos os concorrentes têm menos de 27 anos. Alguns são mesmo muito jovens, à volta dos 22, 21 anos. É mesmo para os interessar pelo mundo competitivo, fazê-los evoluir para o futuro, para trabalharem na indústria”, explica David Wong, que dá conta da estreia dos estudantes numa competição onde habitualmente só são seleccionados jovens chefs já com lugar cativo nas cozinhas dos grandes hotéis da cidade.

Foi a qualidade dos dois estudantes que os catapultou para uma competição onde até agora nenhum aluno tinha chegado, e onde se vão bater com concorrentes oriundos dos restaurantes do Galaxy, Sands Cotai e Parisian: “No passado, os alunos tinham menos experiência que aqueles que estão no staff dos hotéis, claro. Mas desta vez temos dois estudantes que são muito bons e quiseram tentar a sua sorte, ver como conseguem competir com os dos hotéis”, conta o director assistente executivo do IFT.

O também fundador da Associação Culinária de Macau, que organiza o concurso, dá conta da ansiedade que atravessa os concorrentes antes de uma prova que os pode projectar numa das mais competitivas indústrias do momento: “Estão ansiosos. É igual para todos, não interessa se têm 21 ou 25 anos. Entrar numa competição dá sempre cabo dos nervos, porque qualquer coisa pode acontecer em três horas quando se está em competição. Têm que preparar uma entrada, um prato principal e uma sobremesa, em três horas não é fácil”.

E a concorrência apertou este ano, com a passagem de 12 para cinco finalistas: “Escolhemos só cinco este ano. Decidimos aceitar só cinco, e creio que são todos de Macau”.

Cada um terá que demonstrar domínio nas técnicas da cozinha ocidental, onde a matriz francesa é incontornável: “É cozinha ocidental. Habitualmente temos um tema, mas este ano deixamos em aberto. Eles têm que apresentar a receita no próprio dia, antes da prova. Os jurados vão avaliar a apresentação, o sabor, o modo como resulta”, explica Wong.

No final, serão atribuídos um primeiro, segundo e terceiro prémios, o que pode representar uma mudança de rumo para os vencedores: “É uma grande honra. Quando ganham uma competição como esta, aparecem na televisão, tornam-se membros da associação World Chefs, têm mais aptidão para fazer formação noutros sítios. Quando já estão a trabalhar, são promovidos muito rapidamente. Têm que ser muito bons para ganhar uma competição como esta. Para os alunos do IFT será uma boa oportunidade para arranjarem um bom emprego no próximo Verão, quando terminarem o curso”, assinala.

A prova decorre entre as 14 e as 17 horas. Os vencedores serão conhecidos às 18 horas, numa cerimónia de entrega de prémios que vai ter lugar no restaurante da Pousada de Mong-Há, do IFT.

 

AFLUÊNCIA CRESCENTE NO CAFÉ VOLTADO AO LAGO

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São positivos os resultados obtidos até ao momento no IFT Café, diz David Wong, responsável pelo projecto. O espaço, enquadrado no Anim’Art Nam Van e de portas abertas desde Junho, acolhe estudantes que ali efectuam formação na cozinha e no serviço de mesa: “Está a correr bem. Estamos lá como parte da decisão do Governo de atrair mais turistas para a zona do Lago Nam Van. É uma área que foi negligenciada no passado. O Governo decidiu abri-la não só para os locais, mas para trazer mais gente, para diversificar aquilo que acontece em Macau, o que é uma coisa boa. Estamos muito ocupados aos fins-de-semana, com muitos turistas a vir. Está a correr bem”. Qual o fluxo de clientes registado? “Ao fim-de-semana temos algumas centenas por dia. Em dias da semana, abranda, fazemos talvez mais de 200, 250”, revela Wong. S.G.

 

 

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