Rosenqvist satisfeito com terceiro lugar na grelha provisória

Se hoje chover durante a sessão qualificativa, os tempos conseguidos pelos pilotos da Fórmula 3 nos treinos cronometrados de ontem deverão manter-se. O bicampeão Felix Rosenqvist antevê o seu GP de Macau mais difícil de sempre. O sueco fala do desafio dos pneus e do sonho de um dia correr na Fórmula 1.

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Rodrigo de Matos

 

Apenas uma volta em pista bastou para o sueco Felix Rosenqvist garantir, para já, o terceiro melhor tempo, numa primeira sessão de treinos cronometrados marcada pelas bandeiras vermelhas. Depois de dominar os treinos livres da manhã, o piloto da Prema-Theodore –  que luta pelo tricampeonato em Macau – não conseguiu fazer melhor do que o português António Félix da Costa (Carlin), que ficou com a pole provisória, e do que o britânico Callum Ilott (Van Amersfoort). Rosenqvist não se importou, ainda assim, com o resultado.

“Foi uma sessão muito atribulada. Saí para a pista com pneus novos e só consegui completar uma volta”, resumiu. O sueco deixa, ainda assim, uma promessa: “Amanhã [hoje], temos mais treinos cronometrados e vamos tentar melhorar”. Isto, claro, se não chover. Porque, com a pista molhada, dificilmente os pilotos irão conseguir melhorar os tempos conseguidos ontem, o que significaria para Rosenqvist sair do terceiro lugar da grelha, na primeira corrida (amanhã, às 13h50). “Se chover e ficar só com o terceiro lugar na grelha, também não é mau. Acho até que é uma boa posição para partir, logo atrás do primeiro”.

A luta pela vitória no GP este ano, antevê, não vai ser fácil: “Este ano vai ser o mais difícil certamente, uma vez que não corri em Fórmula 3 em 2016”, antevê o sueco, que esta temporada se estreou no Campeonato Alemão de Carros de Turismo (DTM). A concorrência este ano na pista da Guia, considera, também é de peso, havendo cinco a sete pilotos com capacidades para lhe roubar o “tri”, entre os quais o português Félix da Costa e o espanhol Dani Juncadella (Hitech GP). Mas o desafio maior, acredita, vão ser os pneus Pirelli, que vieram substituir os do antigo fornecedor Yokohama: “Parece que estes pneus são bons para dar uma ou duas voltas. Depois disso, o seu estado decai muito, o que torna a vida dos pilotos mais difícil”, explica.

 

O sonho da Fórmula 1: “Para dar o salto, tem de ser agora”

 

De passagem, o PONTO FINAL pediu a Rosenqvist que revelasse se ainda tinha esperanças em alcançar um lugar na Fórmula 1, dados os bons resultados no seu currículo na Fórmula 3: “Tive uma época muito boa, com bons resultados, e tenho estado a tentar fazer contactos para tentar uma experiência na Fórmula 1, talvez fazer uns testes com alguma equipa, mas até agora ainda não aconteceu. Mas penso que, para acontecer, se tiver de dar o salto para a Fórmula 1, deveria ser provavelmente agora”, considera o piloto, de 25 anos.

Enquanto sonham com a possibilidade de um um dia poderem competir na categoria-rainha do automobilismo, os jovens pilotos de Fórmula 3 vão acelerando na Guia. Na classificativa de ontem, atrás de Félix da Costa, Ilott e Rosenqvist, terminaram o japonês Kenta Yamashita (ThreeBond), em quarto, Juncadella, em quinto e o brasileiro Sérgio Sette Câmara (Carlin), em sexto.

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