Joshua Wong pediu a Donald Trump que zele pelos direitos humanos na RAEHK

O rosto dos protestos pró-democracia que em 2014 paralisaram a vizinha Região Administrativa Especial foi convidado pelo Congresso norte-americano para falar sobre os direitos humanos na antiga colónia britânica. Wong instou o presidente-eleito dos Estados Unidos a apoiar a luta dos movimentos pró-democratas em Hong Kong.

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O jovem activista pró-democracia de Hong Kong Joshua Wong instou o Presidente eleito norte-americano a apoiar os Direitos Humanos na antiga colónia britânica, sob o argumento de que estão sob ameaça de Pequim.

“Sendo um empresário, espero que Donald Trump possa conhecer a dinâmica em Hong Kong e saiba que para manter os benefícios do sector empresarial em Hong Kong é necessário apoiar plenamente os direitos humanos para manter a independência judicial e o Estado de Direito”, afirmou.

Joshua Wong, de 20 anos, falou num evento em Washington, no Capitol Hill, organizado pelo painel do Congresso norte-americano que monitoriza os Direitos Humanos na China.

Em 2014, Joshua Wong –  na altura com 17 anos – foi o rosto dos protestos em prol do sufrágio universal em Hong Kong, que culminaram na ocupação durante 79 dias de algumas zonas da cidade. Já este ano, co-fundou o partido Demosisto, que defende um referendo sobre a “autodeterminação” e o futuro estatuto de Hong Kong.

Hong Kong, uma colónia britânica até 1997, regressou à soberania chinesa nesse ano e é governada sob o princípio ‘Um país, dois sistemas’, que protege liberdades e garante a independência do sistema judicial através da Lei Básica, vigente até pelo menos 2047.

No entanto, assiste-se a uma crescente preocupação relativamente a interferências da China nos assuntos internos da cidade.

O jovem activista disse que a comunidade internacional tem a responsabilidade moral de “manter os olhos em Hong Kong”, alegando que o Governo central, em Pequim, está a atacar as liberdades consagradas no acordo que sustentou a transferência de administração da antiga colónia britânica para a China em 1997.

Joshua Wong afirmou que os sete milhões de habitantes de Hong Kong merecem democracia e que o sistema de livre mercado daquele que é um centro financeiro global está ameaçado quando Pequim “usurpa” o Estado de Direito.

Um tribunal de Hong Kong decidiu esta terça-feira que dois deputados pró-independentistas – Baggio Leung e Yau Wai-ching –  não podem assumir os seus assentos no Conselho Legislativo.

O tribunal seguiu a posição anunciada na semana passada por Pequim, que se antecipou à decisão judicial, e fez uma interpretação da Lei Básica daquela região administrativa especial chinesa.

A decisão adoptada pelo Comité Permanente da Assembleia Nacional Popular da China foi criticada por activistas pró-democracia e especialistas legais de Hong Kong, que a encaram como um golpe à independência judicial de Hong Kong, levando advogados e juízes da cidade a sair em protesto.

O caso remonta a 12 de Outubro, à cerimónia da tomada de posse dos deputados eleitos no início de Setembro, quando Baggio Leung e Yau Wai-ching pronunciaram a palavra China de forma considerada ofensiva e acrescentaram palavras suas às do texto do juramento de deputados, comprometendo-se a servir a “nação de Hong Kong”:  “Pequim tem constantemente desrespeitado o princípio ‘Um país, dois sistemas’ e violado as liberdades democráticas que os residentes de Hong Kong devem ter garantidas”, disse o senador norte-americano Marco Rubio.

“É fundamental nos dias que se avizinham que as aspirações democráticas do povo de Hong Kong sejam um interesse vital dos Estados Unidos e uma prioridade da política externa”, afirmou, em comunicado.

 

 

 

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