Grande Prémio de Macau inspira exposição de nova Associação

O Circuito da Guia é um dos mais míticos circuitos urbanos do mundo e conta já com mais de seis décadas de existência. O traçado estende-se por uma das mais belas zonas da Península de Macau e pode ser analisado, estudado e promovido sob perspectivas diversas, como é o caso da cultura e do património do território.

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A Associação para a Promoção e Desenvolvimento do Circuito da Guia de Macau (APDCGM) vai inaugurar, amanhã, pelas 18h no Circle Hall do Venetian, uma exposição multimédia intitulada “Pole Position” da autoria do presidente da associação e fotógrafo de longa data, José Luís Estorninho. A mostra pretende, sobretudo, dar a conhecer a associação ao público. Obras inéditas a óleo e técnica mista, fotografias e até uma peça de porcelana fazem parte do acervo inspirado num dos maiores eventos do território e um dos que mais contribuiu para a internacionalização de Macau

A recém-criada Associação para a Promoção e Desenvolvimento do Circuito da Guia de Macau (APDCGM) encontra-se ainda em fase de crescimento, mas surgiu com propósitos bem definidos: “Foi pensada para ajudar a promover e a desenvolver o Circuito da Guia, que é um circuito de fama internacional, com um Grande Prémio a ser organizado todos os anos com o prestígio internacional que tem”, explicou ao PONTO FINAL o presidente da Mesa da Assembleia-geral da associação, Carlos Marreiros.

O arquitecto destaca a evolução do circuito ao longo dos últimos sessenta anos: “O Circuito da Guia teve adaptações para torná-lo mais praticável, para torná-lo menos perigoso, no fundo, para o tornar mais seguro”. Marreiros recordou, saudoso, os tempos em que as protecções ao longo dos circuitos eram feitas de bamboo.

Sendo a APDCGM composta por membros de várias áreas profissionais – incluindo pilotos – ambiciona realizar estudos com a ajuda de especialistas locais e estrangeiros quer para promover o Circuito, quer também para o desenvolver “no contexto dos desafios urbanísticos que Macau se prepara para enfrentar”: “Há novos aterros, há ajustes demográficos e um sem fim de outras questões”, referiu Carlos Marreiros. “Neste sentido, a associação quer colaborar com as instituições públicas e privadas de Macau” e estudar os seus multifacetados aspectos, acrescentou.

Quando questionado sobre as propostas efectivas dirigidas ao Governo de Macau para melhoria da logística do território, Carlos Marreiros refere que a associação ainda não apresentou quaisquer propostas, principalmente porque se encontra numa fase de organização interna e são ainda necessários diálogos com a organização – complexa – do evento: “Queremos dar o nosso contributo à nossa medida”, esclareceu. J.F.

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