“A promessa, para quem mais nada tem, é o que vale”

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As eleições norte-americanas foram o motivo perfeito para o Centro de Reflexão, Estudo e Difusão do Direito de Macau (CREDDM) colocar em prática uma ideia antiga, um ciclo de debates sobre questões internacionais. Rui Flores, gestor do Programa Académico da União Europeia em Macau, Sérgio de Almeida Correia, advogado, Pedro Baptista, filósofo e José Luís Sales Marques, presidente do Instituto de Estudos Europeus, foram os oradores convidados para participar no debate “E depois da eleição?”.

Segundo Rui Flores, é muito difícil de prever o caminho pelo qual os Estados Unidos da América vão enveredar com Donald Trump como presidente: “Uma coisa é o que Donald Trump disse durante a campanha eleitoral e outra coisa é aquilo que ele vai implementar”, disse ao PONTO FINAL. O académico chama, ainda assim, a atenção para os efeitos directos que a vitória do candidato republicano podem implicar para a União Europeia: “Foi apresentado o Plano Sectorial para a Política Comum de Segurança e Defesa e vai ser aprovado, em Dezembro, no Conselho Europeu. (…) Na política não há coincidências e foi aprovado alguns dias depois da eleição de Donald Trump”, explica Flores.

Por outro lado, Sérgio de Almeida Correia considera que este é um período de expectativa e duvida das promessas eleitorais proferidas pelo futuro presidente dos Estados Unidos da América (EUA), por considerar que o Congresso dos EUA pode não estar disposto “a apoiar aquele programa tão vago do presidente-eleito”, considerou o advogado.

Pedro Baptista, por sua vez, defendeu em declarações ao PONTO FINAL que “as pessoas estão preocupadas se vai acontecer um efeito Trump na Europa, se vai haver um alastramento populista na Europa”. O filósofo defende que a possibilidade é real e a melhor forma de a evitar passa pela via da reforma: “A forma de combater esses alastramentos é sempre fazer as reformas necessárias”.

Nesse sentido, José Luís Sales Marques, presidente do Instituto de Estudos Europeus, defende que as declarações de campanha de Donald Trump não foram mais do que um mecanismo de capitalização do descontentamento para com o sistema: “ A promessa, para quem mais nada tem, é o que vale. Porque o que as pessoas precisam é de esperança”, concluiu.

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