Os males do mundo nas curtas do Sound and Image Challenge

 

Há mais filmes em competição, mais diversidade de mensagens e uma extensa programação destinada ao público na edição de 2016 do festival internacional de curtas-metragens e audiovisual Sound and Image Challenge. As sessões de cinema decorrem entre 6 e 11 de Dezembro, no teatro D. Pedro V e na Cinemateca Paixão.

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Cláudia Aranda

 

A organização do festival Sound and Image Challenge, que vai decorrer entre 6 e 11 de Dezembro, sublinha a “qualidade e a diversidade” dos trabalhos submetidos a competição, assim como a pertinência dos temas abordados, onde se incluem preocupações globais actuais, como a questão dos refugiados.

O festival, que se realiza desde 2010, recebeu este ano mais de 1650 candidaturas de 85 países e regiões. O número representa mais do dobro das submissões recebidas o ano passado – à volta de 680 trabalhos – destacou em conversa com o PONTO FINAL Lúcia Lemos, directora do festival e coordenadora da Creative Macau. O organismo dinamiza o evento em conjunto com o Instituto de Estudos Europeus de Macau.

Há um total de 41 filmes em competição nas categorias SHORTS, de curtas-metragens, e VOLUME, de videoclips. Nas curtas, além de cineastas de Macau, concorrem 33 obras de realizadores oriundos de países como Espanha, Alemanha, Estados Unidos da América, Suíça, Irão, França, Itália, Bélgica, Brasil, México, Canadá, República Popular da China ou Japão, enquanto que na competição de videoclips concorrem outras oito produções, mas apenas de realizadores locais.

De acordo com Lúcia Lemos, o festival – destinado a “profissionais e a amadores” – “está a entrar no quotidiano da comunidade cinematográfica” internacional. Daí o grande volume de participação nesta competição, que resulta numa grande diversidade de propostas e de mensagens. O festival propõe-se, por isso, a oferecer ao público “um cardápio de filmes que são transversais”, em termos culturais, sociais e criativos. “É muito importante trazer este tipo de trabalhos a Macau, filmes independentes, fora do tradicional. Para os locais é uma mais-valia [poderem] ver um tipo de cinema diferente”, acrescentou a directora do evento.

Entre 8 e 11 de Dezembro vão ser visualizadas as curtas a concurso, distribuídas pelas secções “Documentário”, “Animação”, “Ficção”, “Publicidade” e “Identidade Cultural de Macau”. Nesta secção dedicada a produções locais competem “Crash”, de Hong Heng Fai, que recebeu uma menção honrosa no Macau Indies de 2016, “Boat People”, de Filipa Queiroz – sobre os refugiados vietnamitas que encontraram refúgio em Macau – e ainda “May the Qi be with you” e “On his Back”. As sessões vão decorrer no teatro D. Pedro V (dias 6 e 9) e na Cinemateca Paixão (dias 10 e 11). A gala de entrega de prémios decorrer a 9 de Dezembro, entre as 19h e as 21h30.

O programa do festival inclui a projecção de curtas fora da competição e uma palestra orientada pelo realizador Cheng Lian, membro da Associação de Cinema de Xangai e fundador da “First Cry Pictures”, que vai apresentar a 7 de Dezembro uma das produções que lhe valeram já prémios e exposição nacional, “City of Black and White”.

Para quem ainda não teve oportunidade de ver a premiada obra no grande ecrã, o festival vai exibir também “Balada de um Batráquio”, da portuguesa Leonor Teles, que ganhou o Urso de Ouro da competição de curtas-metragens do Festival Internacional de Cinema de Berlim e venceu o prémio para a melhor curta-metragem do Festival Internacional de cinema de Hong Kong, em 2015.

Apesar do sucesso em termos de participações, o crescimento desmesurado do festival não é o objectivo da organização que, para o futuro, e face à forte adesão internacional, considera fazer “reajustamentos” na estrutura do evento: “Queremos fazer algo melhor e mais profissional”, disse Lúcia Lemos.

Para o efeito, a organização está a considerar “eliminar algumas categorias”: “Não interessa crescer muito em termos de quantidade de filmes, assim talvez se possa direccionar mais para categorias de cinema”, adiantou a directora do evento.

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