Do circuito para a tela. O Grande Prémio pelo pincel de João Saldanha

15056389_202126616904538_5008902042373628622_n

João Saldanha está em Macau para mostrar que automobilismo e pintura não são de todo uma combinação improvável. Na Galeria da Fundação Rui Cunha, acompanhadas de motas autênticas, estão ilustrações que o pintor produziu tendo o Grande Prémio de Macau como inspiração.

 

 

João Saldanha cultivou a técnica e o gosto pelo desenho ainda em criança. Os automóveis surgiram na sua vida por influência familiar e a paixão, imediata, permanece desde então. Os seus trabalhos manifestam, principalmente a sua experiência em ilustração de automóveis clássicos dos anos 50, 60 e 70, mas o interesse por carros de competição trouxe-o a Macau com uma missão: reconstruir a memória de alguns dos momentos mais marcantes do Grande Prémio do território.

Apesar do meio de expressão eleito para a exposição “Macau GP Legends” – patente na Galeria da Fundação Rui Cunha até ao próximo domingo – ter sido a pintura, João Saldanha considera os seus trabalhos ilustrações, uma vez que existe uma tentativa de ilustrar como era o Grande Prémio de Macau antigamente. Uma tarefa árdua, mas não impossível: “Há fotografias, há documentação e eu gosto muito de fazer isso: pegar em coisas antigas e recuperá-las”, sublinha.

“Estes trabalhos são o resultado de um processo de pesquisa que me permitiu conhecer uma realidade que me era distante”, explicou o artista ao PONTO FINAL. “É também, no fundo, a conclusão de um projecto que eu pretendo que tenha continuidade. Só estão aqui 11 telas que representam não 11, mas pelo menos dez vencedores de corridas em Macau. Há muitos outros que gostaria de retratar: é tudo uma questão de tempo e foi isso que me trouxe aqui”, acrescentou.

Levar o projecto a bom porto exigiu alguma perseverança. Há um ano, o desejo era expor alguns trabalhos, mas o pouco tempo que teve disponível não se afigurou suficiente para fazer propostas e contactar instituições. Este ano a insistência deu frutos e permitiu cumprir um desígnio: “Poder estar aqui, no centro de Macau, na altura do Grande Prémio, é um privilégio. Do ponto de vista desportivo, tem muito valor porque é um circuito de renome mundial”, manifestou Saldanha.

John McDonald, Michael Schumacher, Ayrton Senna ou o vencedor do primeiro Grande Prémio de Macau, Eduardo Carvalho, são algumas das lendas do automobilismo representadas em acrílico sobre tela, um dos materiais a que João Saldanha recorre com mais frequência para se expressar.

 

E EXPECTATIVAS PARA ESTA EDIÇÃO?

 

Como bom observador que assume ser, João Saldanha teve a oportunidade de captar de muito perto os movimentos de alguns dos participantes da prova. Desenhou André Couto e Earl Bamber, ali mesmo nas oficinas, e teve o privilégio de poder conversar com os pilotos. Este ano, espera que o mesmo possa suceder. As expectativas relativamente aos pilotos que podem dar cartas na edição deste ano do Grande Prémio de Macau remetem o artista português para o seu país de origem: “Vou torcer, naturalmente, pelo António Félix da Costa, pelo André Couto, porque é um piloto muito querido aqui, e também pelo Tiago Monteiro, que há uns anos quase ganhou e pode ser que seja desta. Se calhar são os portugueses, mesmo, porque quem eu vou torcer”, concluiu. J.F.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s