Adesão a sistema estatal de partilha de órgãos encontra-se em fase de avaliação

 

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A intenção da Direcção dos Serviços de Saúde de aderir ao sistema estatal de distribuição e partilha de órgãos foi abordada pelo coordenador da equipa de transplante de órgãos da entidade, Tai Wa Hou, na passada segunda-feira, no programa Fórum Macau, na emissora em língua chinesa da Rádio Macau.
A Direcção dos Serviços de Saúde divulgou em comunicado que o processo de adesão encontra-se em fase de avaliação, motivo pelo qual não ainda existe uma calendarização dos trabalhos que é necessário conduzir por parte das autoridades do território.
A doação e o transplante de órgãos suscita, actualmente, opiniões dispares. O facto do sistema de partilha de órgãos da China Continental ter sido escolhido em detrimento dos programas das regiões vizinhas – como é o caso do sistema de doação de órgãos de Hong Kong – implica o cumprimento de critérios rigorosos. A privacidade pessoal, por exemplo, pode acarretar questões de responsabilidade legal, bem como implicar a cobrança de taxas.
Por outro lado, a adesão ao Sistema de partilha da República Popular da China pode impulsionar as possibilidades de doação e de transplante de órgãos para os residentes de Macau, sustentam os Serviços de Saúde em comunicado. Ainda assim, o facto de Macau integrar a lista não significa que seja dada prioridade ao acesso, uma vez que “o número de doentes em lista de espera na China é bastante superior ao número de doentes existentes em Macau, havendo por isso uma maior concorrência”, lê-se na mesma nota de imprensa. A entidade explica ainda que, se um residente de Macau ocupar o primeiro lugar da lista de espera a nível local, poderá ficar inscrito na lista de espera do Sistema de partilha da República Popular da China em posições de espera inferiores.
A Direcção dos Serviços de Saúde admitem que é necessário realizar estudos e definir planos concretos para encontrar soluções para os “diversos factores complicados” que se manifestam com a criação de um sistema de distribuição e transplante de órgãos. As experiências realizadas nas regiões e países vizinhos podem servir de base para os estudos, “por forma a permitir a criação de um sistema adequado à RAEM”.
Os Serviços de Saúde destacam também que “o que está em consideração prioritária é a protecção da saúde dos residentes em Macau”.

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