Senna Fernandes escuda-se na justiça para não explicar demissão de Marco Müller

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Helena de Senna Fernandes não especificou ontem que divergências estiveram na origem da saída de Marco Müller da direcção do 1º Festival Internacional de Cinema e Cerimónia de Entrega de Prémios de Macau (IFFAM). A responsável pela Direcção dos Serviços de Turismo (DST), que integra a comissão organizadora do evento, justifica o silêncio com o processo judicial que deverá ser interposto pela Associação de Cultura e Produções de Filmes e Televisão de Macau (MFTPA) contra o programador italiano. A possibilidade foi ontem anunciada em comunicado pela MFTPA. A directora dos Serviços de Turismo assume “transtornos e dificuldades” causados pela saída de Müller, mas diz estar confiante no sucesso de um festival onde lhe cabe agora assumir a direcção.
“Porque há um possível processo judicial não devemos neste momento estar a comentar. Porque se nós comentamos depois isto vai mostrar preferência por alguma das partes. Sendo uma entidade governamental, acho que não devemos estar neste momento a fazer mais comentários”, assim explicou Helena Senna Fernandes, à margem da apresentação do programa do IFFAM, a ausência de uma explicação para as razões que desencadearam a decisão de Marco Müller abandonar a direcção artística do festival.
Senna Fernandes, que preside à comissão organizadora do IFFAM, assumiu as dificuldades que resultam da demissão do director artístico de um festival na sua edição inaugural: “Eu não posso dizer que não há transtornos. Claro que há transtornos, estamos a enfrentar as dificuldades. Mas estamos confiantes, um festival não é feito por uma pessoa, um festival é uma constituição de muitas partes”.
Questionada sobre se nunca se apercebeu, no decorrer de reuniões, dos diferendos existentes entre as partes agora em litígio, Senna Fernandes descreveu um ambiente onde se manifestaram posições contrárias: “Nas reuniões a que assisti claro que houve sempre diferenças de opiniões em termos artísticos. Mas, pelo menos nas reuniões a que assisti, depois de qualquer discussão conseguiu-se chegar a uma conclusão ou a um consenso. Não esperava que de repente acontecesse isto”, assumiu.
Sobre a possibilidade de ter sido imposta a Marco Müller a inclusão na programação de algum filme que este rejeitasse, Senna Fernandes respondeu: “Durante as alturas em que o Marco achou que um filme não pode ser colocado numa qualquer secção, este foi discutido e introduzido noutra secção”. A agora directora do IFFAM garantiu ainda que, até ao momento, nenhum dos convidados anunciou a sua retirada do programa. Senna Fernandes diz estar empenhada em encontrar um novo director para a segunda edição do festival. S.G.

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