Residentes esperam melhorias em domínios como os transportes e a habitação

Esta tarde, o Chefe do Executivo, Chui Sai On, vai apresentar as Linhas de Acção Governativa para o Ano Fiscal de 2017. Ontem, o PONTO FINAL saiu à rua para tentar perceber quais são as questões que mais preocupam os residentes do território.

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Elisa Gao
elisa.pontofinal@gmail.com

O Chefe do Executivo, Fernando Chui Sai On, vai apresentar, esta tarde, na Assembleia Legislativa, as Linhas de Acção Governativa (LAG) para o Ano de 2017. No Largo do Senado foram várias as pessoas que se manifestaram preocupadas em relação às problemáticas sociais do território – nomeadamente no que diz respeito à gestão de domínios como os transportes e a habitação – e que esperam, como tal, que o Executivo diligencie soluções e as inclua nas LAG para o próximo ano
Kelvin, estudante no Instituto Salesiano, utiliza o autocarro como meio de transporte para ir para a escola. Os transportes públicos são, para o jovem estudante, uma das maiores dores de cabeça com que os residentes de Macau se deparam: “O tráfego está sempre congestionado”, afirmou ao PONTO FINAL. O jovem espera que a questão do trânsito seja abordada esta tarde nas Linhas de Acção Governativa e as propostas do Governo possam fazer com que as condições mudem e o caos nas ruas do território possa melhorar.
Por outro lado, Sam Mak, motorista de autocarros turísticos, preocupa-se não só com o tráfego, mas também com os problemas da habitação. Quando não se encontra em serviço, Mak conduz um motociclo, mas o veículo de duas rodas não é garantia de uma deslocação mais tranquila: “Por vezes, até os motociclos têm de esperar no fluxo de tráfego”, disse ao PONTO FINAL.
Actualmente, o motorista, tal como o seu filho, têm ambos casa própria e admite que a sua família não precisa de se preocupar com o acesso a habitação. No entanto, Sam manifestou a sua preocupação no que respeita aos seus familiares menos chegados que não têm possibilidades de adquirir casa própria. O profissional do volante espera, portanto, que o Governo de Macau implemente medidas que vão ao encontro das necessidades da população do território e anuncie a construção de mais fracções de habitação pública.
Ida Chan é funcionária pública. Ao PONTO FINAL explicou que, quando em conjunto com o seu marido tentou candidatar-se a uma unidade de habitação económica, a resposta foi que o nível de rendimentos que apresentavam naquela altura enquanto casal ultrapassava o valor estipulado: “Espero que o Governo flexibilize as condições de candidatura. Tanto eu como o meu marido somos funcionários públicos e se quisermos comprar uma unidade habitacional num edifício privado, o montante de adiantamento pode estar entre um e dois milhões de patacas. Não temos possibilidades de pagar esse valor e, ao mesmo tempo, não estamos qualificados para nos candidatarmos a uma habitação económica”, referiu. Ida Chan defende ainda que a habitação económica devia destinar-se não apenas aos cidadãos comuns, mas também aos que desempenham funções na administração pública: “Se compararmos com os cidadãos comuns, é claro que o nosso salário é mais elevado. Mas quando nos candidatamos para habitação económica, o Governo devia considerar a nossa situação e não restringir tanto o nível de rendimentos”, reitera.
O preço dos produtos, em geral, tem conhecido um aumento significativo no território. Wong Yiu Sam, 80 anos, revelou a sua insatisfação relativamente à inflação que afecta os preços das frutas e dos vegetais: “Consegue ver o que eu comprei: três maçãs e algumas bananas. O preço de cada maçã aumentou de 5 para 6,5 patacas e o preço da banana aumentou de 8 para mais de 10 patacas/kg. Os preços continuam a crescer, portanto, espero que o Governo os regule”, afirmou.
O PONTO FINAL ouviu ainda uma outra residente que optou por não se identificar, mas que enunciou vários problemas com que se depara diariamente. Dona de uma loja de produtos alimentares perto da Rua de Camilo Pessanha, a comerciante defendeu que, durante a manhã, sente que o tráfego é demasiado intenso: “Sempre vi carros estacionados na Rua de Camilo Pessanha. É uma rua, claro, mas o congestionamento é tanto que as pessoas não conseguem andar descansadas”. A residente referiu ainda outros problemas como o lixo: “Os caixotes do lixo estão sempre cheios e há sempre desperdícios no chão, junto a eles”, remata.

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