Quanto vale a prata da casa?

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A partir de amanhã, o canto estridente dos motores regressa às curvas e contra-curvas da Guia pela mão de alguns dos mais conceituados pilotos do mundo. Num ano em que a principal prova do calendário desportivo do território sofre alterações profundas a nível organizativo e acolhe pela primeira vez não uma, mas duas Taças do Mundo da Federação Internacional do Automóvel, pelos mais de 6200 metros do Circuito da Guia vão desfilar pilotos como Felix Rosenqvist, Maro Engel, Edoardo Mortara, Pepe Oriola, Stefano Comini ou os portugueses António Félix da Costa e Tiago Monteiro, que regressam ambos a Macau a convite da organização do Grande Prémio, agora subordinada ao Instituto do Desporto.
Se o cartaz nas provas de quatro rodas se prefigura como um dos mais equilibrados e promissores dos últimos anos – na Taça do Mundo de Fórmula e marcarão presença nada mais, nada menos do que cinco vencedores da antiga Taça Intercontinental da FIA – nas duas rodas celebra-se efeméride redonda, com o Grande Prémio de Motos a celebrar cinquenta anos e a receber, a título comemorativo, alguns dos pilotos que mais se notabilizaram na Guia ao longo do último meio século.
O que mais deu nas vistas nas curvas e contra-curvas do traçado do território – o britânico Michael Rutter – continua, de resto, a aventurar-se no Circuito da Guia, à procura de uma mítica nova vitória numa prova que é consensualmente considerada como das mais exigentes do mundo. Rutter não corre, no entanto, sozinho e a concorrência volta este ano a ser de peso: no leque de candidatos à vitória estão também o vencedor de 2015, Peter Hickman e pilotos como Stuart Easton, Connor Cummins, Ian Huchinson ou os veteranos Gary Johnson ou John McGuiness. O transmontano André Pires, que este ano competiu na Ilha de Man, volta a ser o único piloto lusófono no pelotão que vai disputar a prova.
Se para a alta roda do automobilismo e do motociclismo mundial o Grande Prémio de Macau é um ritual imperdível, para os pilotos do território a prova continua a ser sinónimo de festa e de superação e é a eles que é dedicado o primeiro dos cinco suplementos com que o PONTO FINAL se associa à 63.a edição do Grande Prémio de Macau. A exemplo do que tem sucedido nos últimos anos, a esmagadora maioria dos pilotos locais vão disputar as chamadas corridas de suporte, mas há excepções: André Couto vai voltar a disputar a Taça do Mundo de GT ao volante de um Lamborghini, Henry Ho, Kevin Tse e Lou Hon Kei representam o território na Corrida da Guia e Andy Chang Wing Chung assume a responsabilidade de representar Macau o melhor possível na novíssima Taça do Mundo de Fórmula 3. Todos os restantes estão envolvidos nas corridas de suporte no âmbito da edição de 2016 do Grande Prémio de Macau, mas nem por isso deixam de sonhar. O pódio continua vazio, à espera deles.

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