“Polina, danser sa vie” abre Festival Internacional de Cinema

São onze, os filmes em competição no 1.º Festival Internacional de Cinema de Macau, que tem início a 8 de Dezembro. O programa, traçado pelo agora afastado Marco Müller, integra na secção competitiva o português “São Jorge”, de Marco Martins, mas também “Sisterhood”, da realizadora local Tracy Choi. O cartaz abre com o francês “Polina, danser sa vie”, com Juliette Binoche no elenco.

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Sílvia Gonçalves

Abre com “Polina, danser sa vie”, o 1.º Festival Internacional de Cinema e Cerimónia de Prémios de Macau (IFFAM). O filme francês, de Angelin Preljocaj e Valérie Müller, apresenta-se a 8 de Dezembro, em estreia asiática. A secção de competição integra 11 películas, que concorrem a nove prémios, e onde figuram o português “São Jorge”, de Marco Martins, e “Sisterhood”, da realizadora de Macau, Tracy Choi. No total, a primeira edição do IFFAM exibe 50 filmes oriundos de mais de 20 países e regiões, na sua maioria em estreia mundial, internacional ou asiática. O programa – ontem apresentado – integra a secção “Dragões Escondidos”, dedicada aos filmes “mais inovadores e mais característicos da Ásia”, onde está representada a realizadora local Emily Chan, com “Our Seventeen”.
Chegam de vários pontos do globo, os 11 filmes que concorrem na secção de competição do IFFAM. De França vem “La Fille de Brest”, de Emmanuelle Bercot. Marco Martins chega ao festival com uma das películas mais aclamadas do ano em Portugal, “São Jorge”. O filme valeu a Nuno Lopes o prémio de melhor actor da secção Horizontes, no Festival de Veneza. A presença lusófona integra ainda “Não acredita na Morte”, do brasileiro Ricardo Alves Jr.
Como o PONTO FINAL avançou ontem, Macau também marca presença na competição com “Sisterhood”, de Tracy Choi. Do Reino Unido chegam “Free Fire”, de Ben Wheatley, e “Trespass Against Us”, de Adam Smith. A Índia integra a competição com “Gurgaon”, de Shanker Raman, que se apresenta em estreia mundial. Da China vem “Hide and Seek”, de Liu Jie, e do Japão, “Survival Family”, de Shinobu Yaguchi. A proposta da Rússia – “Queen of Spades” – é assinada por Pavel Lungin. Finalmente, a Argentina está incluída na competição com “El Invierno”, de Emiliano Torres.
As onze películas concorrem aos prémios para melhor filme, prémio especial do júri, melhor realizador, melhor actor, melhor actriz, melhor novo actor, melhor guião, melhor contribuição técnica e prémio do público de Macau, que serão entregues na cerimónia de encerramento, a 13 de Dezembro. O júri é presidido pelo realizador indiano Shekhar Kapur.
Para além de “Polina, danser sa vie”, a sessão de Gala inclui ainda os filmes “The Mole Song – Hong Kong Capriccio”, de Takashi Miike, “Pandora”, de Park Jung Woo, e a versão restaurada de “Immortal Story”, película de 1986, assinada por Yonfan.
Para além de Tracy Choi, a presença de Macau no evento estende-se ainda ao filme “Our Seventeen”, da realizadora Emily Chan, que abre, em estreia mundial, a secção “Dragões Escondidos”, voltada para as últimas tendências no cinema de género asiático contemporâneo, e que inclui 9 películas.
O programa integra ainda a secção Crossfire, com um conjunto de 12 filmes, cada um deles escolhido por um realizador. Já “Best of Fest Panorama” apresenta nove filmes premiados em alguns dos mais relevantes festivais de cinema internacionais. O cartaz integra ainda uma apresentação especial de dois filmes do realizador suíço Clemens Klopfenstein: “The Silesian Gate”, e “Macao or the Back of the Sea”, ambos da década de oitenta.
O programa inclui uma sessão de intercâmbio de três dias para a indústria cinematográfica e um workshop designado “Crouching Tigers”, que acolhe 12 projectos representados pelo seu realizador ou produtor, que procuram financiamento para a produção dos filmes, e que integra “Pilgrimage”, de João Botelho, e “San Ma Lo 270 Macau”, de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata. No cartaz figuram também masterclasses conduzidas por Gianni Nunnari e Tom McCarthy com Bobby Cannavale.
O 1.º Festival Internacional de Cinema contempla uma competição de curtas metragens de Macau, cujas candidaturas – de filmes que devem incluir elementos relacionados com o território – deverão ser entregues até 30 de Novembro. Ou o Cinefantasy – competição de escrita para curtas metragens – onde estão já definidos cinco finalistas, que apresentarão os seus guiões numa sessão diante de um júri, da qual sairão dois vencedores.
Os filmes em competição serão exibidos no Centro Cultural de Macau e na Torre de Macau. Os locais de actividades e de projecção dos restantes filmes incluem ainda o Centro de Ciência de Macau, o Galaxy, o Wynn ou o Venetian. Os bilhetes para o IFFAM estão à venda on-line e nas lojas Kong Seng de Macau a partir de 21 de Novembro.

 

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