“O português, aqui, só vence na lógica da complementaridade e não na lógica da concorrência”

A língua, a literatura e a cultura são os temas em análise num colóquio que decorre no Instituto Politécnico de Macau até ao final da tarde de hoje. A comemorar cinco anos de existência, o Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa convidou académicos que exercem funções em instituições de ensino de Macau, de Portugal e da República Popular da China.

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Os “Diálogos entre Língua(s), Literatura(s) e Cultura(s) no ensino e na tradução do Português e do Chinês” arrancaram ontem no Instituto Politécnico de Macau (IPM). O colóquio, que decorreu durante o dia de ontem e que se estende até ao final do dia de hoje, comemora o quinto aniversário da constituição do Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa (CPCLP), organismo que iniciou factualmente actividades em meados de 2013, aquando da chegada do seu actual coordenador, Carlos Ascenso André.
“Decidimos escolher como temas aqueles que preocupam os professores”, disse o académico e responsável pelo projecto ao PONTO FINAL. “Quais são os problemas entre o Português e o Chinês? Como é que se analisam esses problemas? Quais os resultados das investigações? Como é que se pode fazer o ponto de situação das investigações conduzidas até este momento? E, finalmente, quais são as propostas que há para a solução desses problemas?”, são as interrogações que Carlos André pretende ver respondidas durante o colóquio que ontem teve início.
O projecto pedagógico desenvolvido pelo Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa – que emprega actualmente 12 investigadores e está na iminência de contratar um investigador bilingue – centra o seu âmbito de acção no interior da China, apesar de fazer “justiça ao conceito de Macau como plataforma”, reiterou Carlos Ascenso André: “Temos meios, temos recursos. O Executivo da RAEM tem o ensino do português como prioridade estratégica, o IPM também e, portanto, é o que fazemos: pomos os nossos recursos à disposição dos professores de português do interior da China”, explicou.
No entender de Carlos André, o interesse pela aprendizagem do Português está a aumentar na República Popular da China não por vontade das autoridades, mas “porque o mercado assim o decreta”: “Há uma grande intensificação das relações económicas e comerciais com os países de língua portuguesa”, lembra o académica.
Para o próximo ano, a produção de novos materiais pedagógicos manifesta-se o maior objectivo do Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa. A disponibilização do material passará pela “colocação desses materiais online, que podem ser na área da cultura, da gramática, da prática da língua, da fonética”, assume o coordenador do organismo. “Ou seja, todos os domínios que são necessários aos professores do Português no interior da China”. JF

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