Arranca com o Islão, o ciclo de palestras sobre religiões do Fórum Luso-Asiático

 

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Fotografia: Eduardo Martins;

O Fórum Luso-Asiático (FLA) inicia a 25 de Novembro, na Livraria Portuguesa, um ciclo de palestras subordinado ao tema “O Sagrado e o Profano. Diálogos no Delta do Rio”. O regresso da religião ao debate público, hoje vinculada à instabilidade que atravessa diferentes pontos do globo, justifica uma iniciativa que, na sessão inaugural, se debruça sobre o Islão, uma religião ainda manifestamente desconhecida, no entender do presidente do Fórum Luso-Asiático. O ciclo prossegue em Janeiro com o Judaísmo, avançou Arnaldo Gonçalves ao PONTO FINAL.
“A religião de certa forma regressou ao debate público e à atenção das pessoas por diversas circunstâncias e pela instabilidade que se vive em determinadas partes do mundo: o papel do Islão, o Islão político, o terrorismo. Também o surgimento de novos movimentos religiosos um pouco por vários sítios, movimentos que continuam a mobilizar mais pessoas”, enquadra Arnaldo Gonçalves.
O reforço da importância da religião contraria, diz o presidente do FLA, as ideias e teorias preconizadas há quarenta anos: “Aquela ideia que se fez nos anos 60 e 70 que não era preciso a religião para nada, que iríamos viver num mundo sem religião, só ditado pela razão e ciência, esse foi um mito com pés de barro que acabou.”, defende Gonçalves. “As pessoas precisam de um apelo, ou religioso ou espiritual, para terem uma vida mais feliz. E as religiões procuram dar uma resposta a essa necessidade, a esse sentido de infelicidade e de desnorte que as pessoas hoje têm nas sociedades, quer no Ocidente quer no Oriente”.
O ciclo arranca com as três religiões monoteístas, devendo depois avançar para as religiões e correntes filosóficas orientais. O desconhecimento generalizado dita que a primeira sessão seja dedicada ao Islão: “Achamos que era interessante lançar um ciclo de debates que acho que nunca se fez em Macau, e começar pelas três religiões do Livro, e por aquela de que mais se fala normalmente pelas piores razões, que é o Islão. Sobretudo, continuamos a conhecer muito pouco”, assinala o especialista em ciência política e relações internacionais.
Arnaldo Gonçalves recorreu à Associação Muçulmana de Macau para a escolha do orador, James D. Frankel, director do Centro de Estudos de Cultura Islâmica da Universidade Chinesa de Hong Kong. O orador é alguém que pode “explicar o que é o Islão , como é que o Islão vê o mundo, como é que vê o papel do crente, como é a ligação do crente com o Alcorão, com as exigências do Alcorão na sociedade contemporânea”.
As palestras terão lugar às 18h30, de dois em dois meses. O próximo encontro, em Janeiro, e ainda sem data definida, abordará o Judaísmo. S.G.

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