André Couto confiante na equipa, mas carro é uma incógnita

A prestação do piloto de Macau para a edição de 2016 do Grande Prémio está limitada pelo desconhecimento sobre o Lamborghini Húracan GT3, porém André Couto tem a esperança que o carro se mostre competitivo e que permita andar nos lugares da frente.

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João Santos Filipe

O piloto local André Couto encara a Taça do Mundo de GT desta edição do Grande Prémio de Macau como uma oportunidade para melhorar o resultado alcançado na temporada passada, quando foi 11.º. No entanto, o facto de não ter experiência ao volante do Lamborghini Húracan GT3 limita as aspirações do piloto, que mesmo assim não deixa de ter a esperança de poder ser competitivo: “Ainda não sei o que posso esperar porque nunca andei com este carro que vamos utilizar em Macau. Mas sei que posso contar com uma equipa boa, que está bem preparada e isso dá uma certa confiança. Vamos tentar dar o nosso melhor”, disse André Couto, ao PONTO FINAL.
“Se o carro for bom, se tiver a um nível bem elevado não vejo razões para não andarmos na frente. Quando os carros são bons e competitivos as coisas acontecem mais facilmente”, acrescentou.
Esta época o piloto local vai correr com as cores da FFF Racing, à semelhança do que aconteceu na derradeira edição da prova, disputada no ano passado. Porém André Couto vai estar ao volante de um Lamborghini, quando em 2015 conduziu um McLaren 650 GT3. Na altura alcançou o 11.º lugar na corrida principal, depois de ter tido um violento acidente na sessão de qualificação, na sexta-feira, e ter somado uma desistência na corrida primeira corrida, no sábado.
“O nosso primeiro objectivo é melhorar o resultado do ano passado. Mas admito que gostava de ter um carro bom e competitivo ao longo do fim-de-semana para estar na frente e poder ambicionar fazer mais qualquer coisa”, sublinhou.

Concorrência semelhante a 2015

Na semana passada, André Couto esteve no norte de Itália, no circuito de Adria, onde teve oportunidade de testar um Lamborghini da Squadra Corse, departamento de competição do construtor italiano. O teste deixou o piloto agradado com a viatura, mas mesmo assim não deixou de considerar que o facto de não ter testado o carro que vai utilizar em Macau é uma desvantagem.
Isto porque quando foi realizado o teste em Itália, o Lamborghini Húracan GT3 estava a caminho de Macau e como tal André Couto não pode logo aí ter o primeiro contacto com a viatura: “Quero ver se faço uns treinos bons e encontro uma boa afinação para depois conseguir tirar o máximo possível do carro. Vamos ver como é que corre”, sublinhou ao PONTO FINAL.
Como tem sido hábito desde que a competição para os GTs está sob a alçada da FIA, Audi e Mercedes-Benz voltam ao Território com o objectivo assumido de vencer. Além disso Edoardo Mortara tem a hipótese de se despedir da Audi com uma vitória, uma vez que na próxima época vai conduzir para a “eterna rival” Mercedes. Porém para o piloto de Macau, apesar dos grandes favoritos, há entre 10 e 11 pilotos que podem vencer na Guia: “No papel são vários os principais candidatos à vitória. Diria que há entre dez e onze pilotos que se tiverem um carro competitivo podem estar na luta pela vitória”, disse. “O nível da competição está muito semelhante ao do ano passado, não havendo grande mudanças. De qualquer maneira com mais um ou menos um candidato, os melhores vão estar à partida”, frisou.
Nos últimos dois anos, nos quais o piloto participou na prova de GTs, André Couto somou um 13.º lugar, em 2014 ao volante de um Ferrari 458 Italia GT3, e um 11.º posto, com o McLaren da FFF Racing.

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