Trocas comerciais por caminhos ínvios

O comércio entre a China e os mercados lusófonos caiu 9,61 por cento nos nove primeiros meses do ano. Entre Janeiro e Setembro, Pequim e os países de língua portuguesa trocaram bens no valor de quase 70 mil milhões de dólares.

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Continuam em queda, as trocas comerciais entre a República Popular da China e os países de língua portuguesa. O comércio entre Pequim e os países do círculo lusófono recuou 9,61 por cento nos primeiros nove meses do ano, face ao período homólogo de 2015, indicam dados oficiais divulgados na sexta-feira.

De acordo com as estatísticas dos Serviços da Alfândega da China, publicadas no portal do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre os Países de Língua Portuguesa, o comércio entre a China e os países lusófonos foi 69,13 mil milhões de dólares de entre Janeiro e Setembro.

Pequim comprou aos países de língua portuguesa bens avaliados em 47,85 mil milhões de dólares – mais 0,09 por cento – e vendeu 21,27 mil milhões de dólares – menos 25,78 por cento face aos primeiros nove meses de 2015.

O Brasil manteve-se como o principal parceiro económico da China, com trocas comerciais bilaterais de 51,67 mil milhões de dólares, uma queda de 7,08 por cento em termos anuais homólogos.

As exportações da China para o Brasil atingiram 15,82 mil milhões de dólares, menos 28 por cento, enquanto as importações chinesas totalizaram 35,86 mil milhões de dólares, uma subida de 6,59 por cento.

Com Angola, o segundo parceiro comercial da China no universo da lusofonia, as trocas comerciais caíram 24,28 por cento, para 11,78 mil milhões de dólares. Pequim vendeu a Luanda produtos avaliados em 1,24 mil milhões de dólares – menos 57,80 por cento face aos primeiros nove meses de 2015 – e comprou 10,54 mil milhões de dólares, menos 16,47 por cento.

Com Portugal, terceiro parceiro lusófono da China, o comércio bilateral ascendeu a 4,15 mil milhões de dólares – mais 22,96 por cento –, numa balança comercial favorável a Pequim, que vendeu a Lisboa 3,05 mil milhões de dólares – mais 38,79 por cento – e comprou produtos avaliados em 1,11 mil milhões de dólares, menos 6,32 por cento.

Em 2015, o comércio entre a China e os países de língua portuguesa caíu 25,73 por cento, a primeira queda desde 2009.

Os dados divulgados incluem São Tomé e Príncipe, apesar de o país manter relações diplomáticas com Taiwan e não ser membro do Fórum de Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

A República Popular da China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como a sua plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003, ano em que criou o Fórum Macau, que reúne a nível ministerial de três em três anos.

A quinta conferência ministerial do Fórum decorreu no território entre 11 e 12 de Outubro com a presença de cinco primeiros-ministros –  os da República Popular da China, de Portugal, de Cabo Verde, da Guiné-Bissau e de Moçambique – naquela que foi a representação de mais alto nível de sempre. Angola, Brasil e Timor-Leste fizeram-se representar por ministros.

 

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