Peso do mercado VIP está a recuar, sustenta Union Gaming

 

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As receitas do segmento de jogo destinado aos grandes apostadores terão sido responsáveis por apenas 44 por cento do total das receitas angariadas pelas seis operadoras de jogo durante o terceiro trimestre do ano, sugere uma nota emitida pela Union Gaming Securities Asia Ltd.

A análise do banco de investimento tem por base os números relativos ao período divulgados pelas concessionárias e sub-concessionárias de jogo e oferece uma leitura distinta da que foi fetita oficialmente no final do mês passado pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ). De acordo com o organismo liderado por Paulo Chan, entre Julho e Setembro as mesas de bacará destinadas ao segmento VIP teriam gerado 52 por cento do total das receitas brutas de jogo movimentadas durante o período em causa.

O valor é agora contestado pela Union Gaming, que sustenta que os números da DICJ não tiveram em conta a reclassificação de mesas conduzida por algumas das operadoras de jogo: “Os dados trimestrais da DICJ já não pintam uma imagem exacta dos que são os proveitos do jogo em Macau devido à reclassificação de mesas”, defende Grant Govertsen.

O analista da Union Gaming dá ainda conta de um aumento de onze por cento, já noticiado pelo PONTO FINAL, nas receitas geradas pelo segmento de massas dos casinos, numa mudança de paradigma que faz com que o mercado VIP tenha deixado de ser, pela primeira vez, a principal fonte de rendimento das concessionárias de jogo de Macau.

Durante os dois últimos anos, lembra o portal GGR Asia, foram várias as agências de notação que analisaram o fenómeno da “reclassificação de mesas” por parte das operadoras de jogo do território. A japonesa Nomura abordou a questão num estudo de mercado em Novembro de 2014. A Union Gaming já se pronunciou sobre a matéria por várias ocasiões, a última das quais em Agosto último. Os analistas explicam que a reclassificação de mesas – processo a que as operadoras recorrem sem necessitarem de consultar a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos – leva o Governo a valorizar de forma desadequada os proveitos das mesas VIP em detrimento dos resultados gerados pelas mesas alocadas ao mercado de massas.

 

 

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