Fórum defende e elogia papel de Macau como centro para câmaras de compensação

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O Centro da Política da Sabedoria Colectiva organizou ontem uma fórum para discutir as perspectivas de Macau se desenvolver como um centro para câmaras de compensação nas transacções em renminbi que envolvem a China e os Países de Língua Portuguesa.

De acordo com o deputado Ho Ion Sang, que participou no evento, Macau como centro de câmaras de compensação vai servir como intermediário entre duas partes num negócio, de forma a garantir que ambas cumprem os seus compromissos. Os principais visados com estas medidas vão ser as empresas dos países envolvidos na política “Uma Faixa, Uma Rota” e os Países de Língua Portuguesa.

O deputado sublinhou ainda que para conseguir afirmar-se como um centro de câmaras de compensação, Macau precisa de leis bem definidas sobre esta actividade, assim como vários quadros qualificados para trabalharem nas empresas.

Ho Io Sang deu depois os exemplos de países como Singapura e Irlanda, ou de cidades chinesas como Tianjin, Pequim e Shenzhen que desenvolveram sistemas semelhantes a este com sucesso.

Já o director executivo do escritório de Macau do Banco da China, Shu Youjun, explicou que o território ainda vai a tempo de ser afirmar como um centro financeiro na área das câmaras de compensação de renminbi porque as cidades da China continental, e mesmo da vizinha Região Administrativa Especial de Hong Kong, ainda estão numa fase muito embrionária na exploração desta actividade.

Shu Youjun apresentou depois as vantagens de Macau no lançamento desta indústria, em comparação com as outras cidades chinesas. Por um lado, explicou o responsável pelo Banco da China na RAEM, existe liberdade em Macau para proceder às trocas cambiais, enquanto “Shenzhen precisa de pedir autorização do Governo Central, através do departamento para a Administração do Estado e Moeda Estrangeira”. Este facto leva a que Shenzhen se tenha de focar mais no mercado interno. Ao mesmo tempo, Shu afirmou que uma câmara de compensação que fique fora das fronteiras da China Continental é considerada mais atractiva para os investidores.

Em segundo lugar, o representante do Banco da China deu o exemplo de Hong Kong que, neste momento, não se foca nesta área de negócio nem parece articular-se de forma pacífica com a estratégia nacional: “Em Hong Kong ninguém tem a coragem de dizer que concorda com a estratégia nacional nem que de por em práticas esta opção”, afirmou.

A 14 de Setembro, numa reposta a uma interpelação de Ho Ion Sang, Anselmo Teng, presidente da Autoridade Monetária de Macau, explicou que o organismo está a trabalhar para actualizar as leis vigentes que incidem sobre a compensação.

 

E.G.

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