A arma secreta Nicholas Torrão

A selecção de Macau fez no sábado história em Kuching e na caminhada para a final da Taça da Solidaridade um nome se destaca: Nicholas Torrão. O avançado, que se ressentiu na semana passada de uma lesão muscular, regressou no sábado à Malásia para dar o seu contributo à equipa. Na conferência de imprensa que se seguiu ao desafio frente ao Brunei, Tam Iao San deixou marcado elogios ao avançado.

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O selecionador de futebol do território, Tam Iao San, aplaudiu o desempenho do grupo de trabalho por si orientado na segunda parte do desafio contra a congénere do Brunei e sublinhou o contributo dado pelo avançado Nicholas Torrão na gesta que garantiu ao onze do Lótus um resultado histórico para o desporto da RAEM.

A selecção de Macau recuperou de uma desvantagem de um golo e acabou por conquistar a passagem ao encontro decisivo da edição inaugural da Taça da Solidariedade, ao bater a congénere do Brunei por 4-3 na lotaria das grandes penalidades. Nicholas Torrão acabou por se revelar crucial para a obtenção do resultado, ao sofrer, aos 55 minutos, falta para livre directo. O dianteiro do Benfica foi derrubado pelo guarda-redes Wardun Yussof, que viu o cartão vermelho e deixou o onze do sultanato reduzido a dez unidades.

No sábado, o avançado de 28 anos começou no banco depois de não ter feito das opções de Tam Iao San no desafio frente ao Sri Lanka. Torrão regressou mesmo ao território a meio da semana passada, tendo voado para Kuching às primeiras horas de sábado, a tempo ainda de dar o seu contributo à selecção no desafio das meias-finais. A influência do artilheiro do Benfica fez-se sentir de imediato mal entrou em campo, no início da segunda parte. Apesar de ter jogado em superioridade numérica durante grande parte do encontro, o onze do Lótus só conseguiu vergar o Brunei a partir da marca de onze metros: “Quero agradecer aos meus jogadores porque eles se esforçaram sempre a cem por cento e deram sempre o seu melhor mesmo quando estávamos em desvantagem”, sublinhou Tam Iao San. “Mantivemos a esperança até ao final. Ambas as equipas, e o Brunei mesmo com um homem a menos não desarmaram e a prova disso é que o encontro se decidiu nas grandes penalidades”, esclarece o seleccionador do território.

Ciente das dificuldades com que se depara o futebol de Macau, Tam Iao San qualifica de histórico o resultado obtido no sábado frente ao Brunei: “Estamos na final e isto é muito importante para o futebol de Macau. Foram muitas as pessoas em Macau que acompanharam a transmissão ao vivo e este resultado é um forte impulso para que as gerações mais novas comecem a trabalhar com mais afinco”, defende.

Apesar de não ter facturado, Nicholas Torrão teve um papel de relevo na estratégia do território e mereceu elogios por parte de Joseph Tam: “O Nicholas Torrão só chegou no sábado de manhã, por volta das seis horas e não estava totalmente recuperado. O jogador apresentou-se em campo com uma pequena lesão e com dores musculares, mas mostrou, ainda assim, capacidade para manter a bola na frente de ataque, impondo um maior ritmo de jogo aos seus companheiros de equipa. Ele é muito importante para o nosso ataque, não haja dúvidas”, admite o técnico.

A entrada de Nicholas Torrão em jogo deu uma referência ao ataque do território e quando Yussof foi expulso por ter derrubado o avançado, a sorte do jogo mudou, favorecendo Macau. Na cobrança do livre directo, Leong Ka Hang repôs a igualdade no placard e colocou o onze do território na senda de um triunfo que acabaria apenas por se materializar através do expediente das grandes penalidades.

Na lotaria dos penalties, o guarda-redes Ho Man Fai brilhou ao defender os pontapés de Rosmin Kamis e de Maududi Kasmi. Apesar de não ter deslumbrado Macau venceu e está na final da edição inaugural da Taça da Solidariedade: “Hoje a nossa exibição não foi nem de perto, nem de longe a melhor”, reconheceu Tam Iao San na conferência de imprensa que se seguiu ao desafio. “Não tivemos confiança suficiente para dar o melhor uso à bola, para construir jogo de trás para a frente e não fomos também tão compactos como devíamos”, assume o técnico.

“Na segunda parte fomos melhores. Desde o início que quisemos mostrar trabalho, que quisemos mostrar que queríamos chegar ao golo. Fomos criando oportunidades e a vitória apareceu. Quero apenas agradecer aos meus jogadores”, remata o seleccionador do território.

 

 

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