Número de terapeutas em Macau está aquém das necessidades

A falta de terapeutas é um dos problemas mais prementes com que a RAEM se depara no âmbito dos Serviços de Reabilitação. A questão esteve ontem em discussão na segunda sessão plenária da Comissão para os Assuntos de Reabilitação do presente ano.

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A Comissão para os Assuntos de Reabilitação reuniu-se ontem para a 2ª. sessão plenária do ano de 2016. No encontro, que decorreu nas instalações da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ), foram dadas a conhecer em detalhe as conclusões do Estudo do Planeamento dos Serviços de Reabilitação para o Próximo Decénio (2016-2025), mecanismo que prevê o apoio à reabilitação e integração social das pessoas portadoras de deficiência.

Depois da análise às opiniões recolhidas durante o período de consulta pública, o documento foi alvo de uma revisão. O estudo abrange 13 áreas de serviços e engloba cerca de 350 planos de acção pormenorizados que serão desenvolvidos ao longo de três fases: uma de curto prazo (2016/2017), abarcando 152 medidas, outra de médio prazo (2018/2020), englobando 125 medidas e uma terceira, de longo prazo, que se propõe atingir 76 objectivos.

Choi Sio Un, chefe do Departamento de Solidariedade Social do Instituto de Acção Social (IAS) defendeu que o plano ontem apresentado é o mais completo possível: “Estão estabelecidos neste Planeamento diferentes padrões, diferentes ideias e diferentes projectos para tentar concretizar ou responder às diferentes opiniões”.

A par da acessibilidade em termos de transporte, educação e comunicação para as pessoas portadoras de deficiência – considerada pelo vice-presidente do IAS, Hon Wai, uma prioridade – a falta de recursos humanos que ensombra o sector foi considerada consensualmente uma das problemáticas mais prementes a solucionar.

Entre as áreas de reabilitação consideradas pelo Governo, o domínio da terapia da fala é o que se encontra mais desfalcado. O território não oferece soluções ao nível da formação nesta área e os esforços desenvolvidos pelo Executivo e pelos organismos do sector para contratar quadros qualificados ao exterior nem sempre são bem sucedidos por ser exigido o domínio da língua chinesa, recordou Hon Wai. O vice-presidente do Instituto de Acção Social não especificou o número de terapeutas em falta em Macau.

A longo prazo, o objectivo passa por “formar quadros de Macau”, sintetizou o vice-presidente do IAS. “Já  começamos a cooperar com o Instituto Politécnico de Macau (IPM), o Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES) e também com os Serviços de Saúde, acrescentou. O Instituto de Acção Social “pensa abrir, em breve, dois cursos de formação – cada um com 20 ou 30 alunos por turma”, concluiu Hon Wai. JF

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