Ella Lei quer que o Governo aperte o certo a trabalhadores não-residentes

A deputada levou à DSAL as preocupações de um grupo de pintores da construção civil que se queixam de não ter trabalho suficiente. A culpa, diz Ella Lei, é dos trabalhadores não-residentes que continuam a marcar presença nos estaleiros do território.

img_20161109_125431_hdr

Elisa Gao

A Federação das Associações dos Operários de Macau, em discussão com a sua subordinada Associação dos Operários de Pintura de Macau, tomou conhecimento que mais de uma centena de profissionais do sector ou perdeu o emprego ou se queixa de não ter trabalho suficiente.

A deputada Ella Lei tomou em mãos o assunto e esteve ontem reunida com Wong Chi Hong, director dos Serviços para os Assuntos Laborais. O responsável recordou que a DSAL está a gerir, desde Setembro, o processo de transferência de cinco centenas de trabalhadores que foram incumbidos de novas funções. Wong comprometeu-se, ainda assim, a marcar entrevistas para os profissionais do sector da pintura. Os trabalhadores deverão ser ouvidos pela DSAL até ao final da semana ou o mais tardar na próxima semana.

Ella Lei considerou insensato que existam em Macau mais de 40,000 trabalhadores não-residentes ligados ao sector da construção civil. A deputada diz que o recurso, por parte das empresas de construção, a trabalhadores importados é a principal razão pela qual os trabalhadores do território não têm emprego: “Nós recolhemos informação relevante de trabalhadores locais registados na Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais e que estão à procura de emprego. Alguns nunca chegaram a ser notificados sobre a marcação de entrevistas, outros conseguiram entrevistas, mas as empresas baixaram o salário e criaram a ilusão de que os locais não querem trabalhar”,  disse Ella Lei à imprensa no final da reunião que manteve com Wong Chi Hong.

A Associação dos Operários de Pintura de Macau defendeu junto da DSAL que, ainda que alguns grandes projectos tenham sido concluídos, continua a existir muitas empresas que mantêm trabalhadores não-residentes em detrimento dos residentes.

Ella Lei reiterou a importância da criação de um mecanismo organizado de importação de trabalhadores não-residentes e sugeriu que a DSAL estabeleça uma triagem a partir da origem. Na opinião da deputada, o mecanismo deveria tornar clara a profissão exacta de cada tipo de trabalhador importado, se se tratam, por exemplo, de estucadores, decoradores ou pintores. “Se um tipo de trabalho deixar de ser necessário em Macau e um grupo de trabalhadores perder o seu emprego, podemos encorajá-lo a transferir-se para outro trabalho ou para fazer formação”, concluiu a parlamentar.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s