Coreia do Norte: Seul espera mão-de-ferro de Washington com Trump na presidência

As autoridades sul-coreanas esperam que Donald Trump mantenha a linha dura com que Washington tem encarado a questão nuclear norte-coreana. Seul acredita que o Presidente eleito dos Estados Unidos da América vai continuar a exercer pressão sobre Pyongyang.

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O Governo da Coreia do Sul disse ontem que acredita que o Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, manterá a linha dura da política dos Estados Unidos em relação à Coreia do Norte.

O ministro dos Negócios Estrangeiros sul-coreano, Yun Byung-se, afirmou que Trump “reconheceu que o maior problema enfrentado pelo mundo é a ameaça nuclear, e os membros da sua equipa de segurança nacional mantêm uma postura favorável a aplicar uma forte pressão à Coreia do Norte”.

“Partilhamos a mesma opinião em relação à aliança entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos e o problema nuclear da Coreia do Norte”, disse o ministro numa reunião com deputados da Assembleia Nacional, quando a contagem dos votos já indicava uma vitória do republicano.

Na mesma linha, o embaixador norte-americano em Seul, Mark Lippert, expressou que ao longo de 60 anos os dois países têm mantido “esta aliança especial, com altos e baixos, mas sempre fortalecendo-se”: “Estou seguro de que continuará por este caminho”, em declarações à agência Yonhap antes da confirmação dos resultados eleitorais.

Os Estados Unidos mantêm 28.500 militares na Coreia do Sul e comprometem-se a defender o seu aliado em caso de eventual conflito com a Coreia do Norte, que protagonizou avanços nos seus programas de armamento e nuclear.

Donald Trump prometeu, durante a sua campanha, renegociar o acordo de defesa, ao considerar que os Estados Unidos perdem milhões de dólares todos os anos por defender o seu aliado sul-coreano, e eventualmente retirar as tropas e abandonar a Coreia do Sul à sua sorte se não se chegar a uma solução rentável para o país norte-americano.

Trump manifestou ainda a intenção de renegociar o tratado de livre comércio que ambos os países mantêm desde 2012 e que aumentou as trocas, por considerar que o acordo é deficitário e que destrói postos de trabalho nos Estados Unidos.

O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, venceu as eleições, derrotando, contra o que previam as sondagens, a adversária democrata, Hillary Clinton.

No discurso de vitória, Donald Trump garantiu que será o Presidente de todos os americanos e que é hora de os norte-americanos curarem as feridas da divisão e se juntarem “como um povo unido”

Hillary Clinton já ligou a Donald Trump para lhe dar os parabéns pela vitória nas eleições.

 

 

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