Analistas chineses saúdam eleição de Donald Trump

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A animosidade com que Donald Trump se referiu à China ao longo da campanha eleitoral não abalou o pragmatismo de Pequim, com analistas chineses a assumir a sua preferência pelo vencedor das eleições norte-americanas.

“Se Trump for eleito trará mais oportunidades que desvantagens para a China” disse à agência Lusa Zhao Kejin, vice-director do Centro de Pesquisa sobre política global Carnegie-Tsinghua, sedeado em Pequim, ainda antes de anunciado o resultado da votação.

Durante a campanha eleitoral, a China foi um dos alvos preferidos de Trump, que acusou o país asiático de “manipulação da moeda”, ou “batotice” e ameaçou taxar os produtos chineses em 45 por cento.

“A China está a roubar-nos postos de trabalho” – foi uma das frases mais repetidas por Trump ao longo da campanha. “Estão a usar o nosso país para reconstruir a China”, acusou.

O vencedor das eleições presidenciais nos EUA afirmou que se recebesse uma visita de Estado do Presidente chinês, Xi Jinping, “não lhe ofereceria um banquete”, mas antes “um hambúrguer do McDonald’s”.

Mas para Zhao Kejin, 40 anos, a postura do milionário foi apenas uma estratégia para conquistar “visibilidade e eleitores”.O académico considera mesmo que “a liderança chinesa prefere lidar com a ala conservadora dos EUA”:  “Os republicanos valorizam mais uma relação com base no benefício mútuo”, disse, adoptando um termo muito usado pela diplomacia chinesa.

Shen Dingli, académico do Instituto de Relações Internacionais da Universidade Fudan, uma das mais prestigiadas da China, concorda: “Trump é um homem de negócios. A cooperação com ele pode ser mais vantajosa, mais prática”.

Mas será na questão do Mar do Sul da China – que Pequim reclama quase na totalidade – apesar dos protestos de Washington, que Pequim mais desconfia de Clinton.

Foi ela a secretária de Estado (2009 a 2013) durante o período em que a administração de Barack Obama delineou a nova estratégia dos EUA para a Ásia do leste, com um reforço da presença militar e diplomática na região: “De um ponto de vista global, seria mais fácil para a China lidar com Trump”, escreveu Mei Xinyu, investigador do Instituto de Cooperação Económica e Comércio Internacional do Ministério do Comércio da China, num artigo de opinião difundido ontem pelo Global Times, o jornal oficial do Partido Comunista Chinês.

“Sob a linha política de [Barack] Obama e Clinton, a tensão política

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