Vaticano critica auto-ordenação de bispos na China

Pelo menos uma dezena de sacerdotes foram auto-ordenados pela igreja clandestina do Continente. A denúncia partiu da própria Santa Sé, numa altura em que o Vaticano esboça uma nova tentativa de aproximação às autoridades da República Popular da China.

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O Vaticano denunciou no início da semana a auto-ordenação de um bispo pela chamada igreja “clandestina” da República Popular da China. O epíscopo terá sido entronizado sem a aprovação do papa Francisco, numa altura em que a Santa Sé tenta uma reconciliação com Pequim. A China e o Vaticano, recorde-se, não têm relações diplomáticas desde 1951.

Por outro lado, dezenas de milhões de chineses católicos estão ligados a igrejas constituídas fora do controlo da Associação Patriótica dos Católicos Chineses, um organismo estatal que nomeia os seus próprios dirigentes sem o aval da Santa Sé. Nos últimos anos, alguns bispos das chamadas igrejas clandestinas foram nomeados pelo Vaticano, mas a nomeação não é reconhecida por Pequim.

De acordo com alguns portais da Internet sobre evangelização na China, vários bispos ligados às igrejas clandestinas auto-ordenaram-se, sem aprovação do Vaticano, incluindo Paul Dong Guanhu, que se afirmou também intitulado para ordenar outros bispos. Mais de 10 ordenações terão sido feitas nestes parâmetros:”Nas últimas semanas, foram avançadas notícias sobre ordenações episcopais, conferidas sem mandato do papa, de padres da comunidade não oficial da igreja católica na China continental”, afirmou o director do gabinete de imprensa do Vaticano, Greg Burke.

“A Santa Sé não autorizou nenhuma ordenação, nem foi oficialmente informada sobre esses acontecimentos”, disse, acrescentando que “caso essas ordenações episcopais se confirmem, constituem uma grave violação das normas canónicas”.

Desde que foi eleito, em 2013, o papa Francisco tem procurado uma reconciliação com Pequim e as autoridades chinesas.

Citado pela agência France Presse, o padre belga Jeroom Heyndrickx, que é especialista na igreja católica na China, revelou que uma delegação chinesa é esperada este mês em Roma “para uma última ronda de negociações”.

Os termos do acordo que está a ser negociado preveem que o papa reconheça quatro dos oito bispos da Associação Patriótica dos Católicos Chineses, que anteriormente recusou consagrar.

O papa argentino não deverá, no entanto, exigir que a China reconheça os cerca de 30 bispos que a Santa Sé nomeou na China e que não estão ligados ao organismo controlado pelo Governo chinês.

 

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