Grande Prémio e empreitada de construção limitam acesso de moradores às suas habitações

É um dos maiores eventos do território, mas para alguns residentes de Macau também uma das maiores dores de cabeça. Com a construção do edifício de doenças infecto-contagiosas, adivinham-se dias difíceis para os moradores da Estrada de São Francisco, mas o Governo propõe alternativas.

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É assim todos os anos. Com o Grande Prémio de Macau chegam também ruas interditadas e soluções de recurso para os moradores de algumas das zonas situadas junto ao Circuito da Guia. Para os moradores da Estrada de São Francisco – nomeadamente do edifício residencial situado junto ao estaleiro do edifício de Doenças Transmissíveis – o cenário complica-se este ano, mas o Governo assegura que se antecipou a eventuais dificuldades. Ontem, o Executivo anunciou a abertura de um caminho alternativo com o propósito único de servir o edifício “para conveniência dos moradores”.

Entre o dia 16 e o dia 20 deste mês, das 15h às 19h, um acesso temporário para peões vai estar aberto para servir os moradores do edifício da Estrada de São Francisco, garantiu Philip Chou Kuok Hei, coordenador do Gabinete Organizador para a Construção de Novas Instalações, em conferência de imprensa. O também consultor de Clínica Geral do Hospital Conde de São Januário alertou ainda para a necessidade de crianças e idosos tomarem cuidado ao fazerem o trajecto, uma vez que este se localiza no interior do estaleiro onde decorrem os trabalhos de construção do polémico edifício de doenças infecto-contagiosas.

Como foi noticiado pelo PONTO FINAL em Julho último, a demolição dos edifícios da zona integrada no Plano de Construção do Edifício de Doenças Transmissíveis vai incidir sobre cinco prédios, entre os quais o armazém dos Serviços de Saúde e o Complexo de Apoio à toxicodependência do Instituto de Acção Social. O processo foi programado e dividido em duas fases, recordaram ontem os representantes do Governo.

Actualmente, os trabalhos estão ainda numa primeira fase, com a demolição controlada da parte traseira do edifício Ka On Court. A empreitada arrancou em Julho e tem fim previsto para o final deste mês.

Philip Chou Kuok Hei adiantou também que o início das obras de construção do edifício de doenças transmissíveis e infecto-contagiosas propriamente dito “ainda não tem data prevista”, uma vez que o “projecto para a segunda fase de demolições foi agora entregue ao Gabinete de Desenvolvimento de Infra-Estruturas (GDI)” para avaliação.

Outra questão esclarecida pelo elemento do Gabinete Organizador para a Construção de Novas Instalações foi a limitação respeitante à altura do edifício. A situação é decorrente da Lei de Salvaguarda do Património Cultural que impõe um limite de 52,5 metros, implicando o decréscimo das 120 camas inicialmente  previstas para as oito dezenas. JF

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