Exportações chinesas caem pelo sétimo mês consecutivo

 

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As exportações da República Popular da China diminuíram em Outubro pelo sétimo mês consecutivo, com a fraca procura global a constituir um obstáculo para a segunda maior economia do mundo, apesar da estabilização do ritmo de crescimento económico.

O resultado surge numa altura em que as empresas exportadoras do Continente, a maior potência comercial do planeta, apresentam reduzidas margens de lucro, devido a um aumento dos custos da mão-de-obra e crescente competição dos países do sudeste asiático.

As exportações chinesas recuaram 7,3 por cento no mês passado, face ao mesmo período de 2015, enquanto as importações caíram 1,4 por cento, com ambos os indicadores a ficarem abaixo do previsto pela agência Bloomberg.

A China é o maior parceiro comercial de mais de uma centena de países, entre eles o Brasil e Angola, os principais fornecedores de soja e petróleo do gigante asiático, respectivamente.

No total, as exportações chinesas somaram 178,2 mil milhões de dólares e as importações 129,1 mil milhões.

No conjunto, o ‘superavit’ da balança comercial chinesa caiu 49,1 mil milhões de dólares num mês.

A queda nas exportações ocorre apesar da desvalorização da moeda chinesa, o yuan, que atingiu na semana passada o valor mínimo dos últimos seis anos, face ao dólar norte-americano, tornando os produtos chineses mais baratos.

Apesar dos dados ficarem abaixo das expectativas, os analistas apontam que a procura externa não terá “caído significativamente”, associando a queda à transição para um novo modelo económico.

Pequim quer tornar o consumo interno no principal motor de crescimento, em detrimento das exportações.

“A contribuição do comércio externo para a economia chinesa está em queda, com a economia a depender cada vez mais da procura interna”, disse à agência Bloomberg Zhu Qibing, analista em Pequim do Bank of China.

As autoridades chinesas fixaram a meta de crescimento económico para este ano entre 6,5 por cento e 7 por cento, um ritmo que tem sido assegurado pelo aumento do crédito, subida dos preços do imobiliário, estímulos fiscais e gastos em infra-estruturas.

No terceiro semestre do ano, a economia chinesa cresceu 6,7 por cento, face ao mesmo período do ano anterior.

 

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