Coreia do Sul: Escritórios da Samsung alvo de buscas

Está longe de ser o ano ideal para a Samsung, o ano de 2016. Depois de se ter visto obrigada a recolher o seu último modelo, a gigante electrónica sul-coreana foi alvo de buscas pela justiça do país. Em causa, o possível envolvimento da empresa no escândalo de corrupção que envolve a presidente Park Geun-hye.

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As autoridades sul-coreanas conduziram uma rusga que teve como alvo os escritórios da Samsung Electronics na sequência do escândalo político que envolve uma amiga da Presidente do país, Park Geun-hye.

Segundo a procuradoria do distrito central de Seul, a operação faz parte da investigação ao escândalo sobre a interferência de Choi Soon-sil, nos assuntos de Estado, apesar de Choi não ocupar qualquer cargo público, nem trabalhar para o Governo.

O gabinete da procuradoria não deu mais informações, mas a agência sul-coreana Yonhap diz que a rusga esteve relacionada com a suspeita de que a Samsung possa ter dado ajuda financeira ilícita à filha de Choi.

Dezenas de milhares de pessoas manifestaram-se em Seul no sábado, exigindo que a Chefe de Estado sul-coreana abandone a presidência por causa deste caso.

Choi Soon-sil, de 60 anos, está a ser investigada por alegadamente se ter apropriado de fundos públicos e exercido influência na política do país, apesar de não desempenhar qualquer cargo público.

No início da semana passada foi detida preventivamente até que na quinta-feira um tribunal de Seul aprovou formalmente um mandado de prisão, sob a acusação de prática dos crimes de tentativa de fraude e de abuso de poder.

Este caso desencadeou a maior crise política que a Presidente Park Geun-hye enfrentou desde que assumiu o poder, em 2013. A indignação dos sul-coreanos – incluindo de membros do próprio partido da Chefe de Estado – tem por base a ideia de que a Presidente foi manietada por Choi, comparada pelos meios de comunicação social à figura de Rasputin.

Uma sondagem nacional divulgada na sexta-feira coloca a taxa de aprovação de Park nos 5 por cento – o valor mais baixo alguma vez alcançado por um Presidente na Coreia do Sul desde que o país alcançou a democracia no final da década de 1980, após décadas de ditadura militar.

O mandato da Presidente termina dentro de 15 meses. Caso Park se demita antes, a lei determina que têm de ser realizadas eleições presidenciais no prazo de 60 dias.

 

 

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