Exame unificado de acesso ao ensino superior em vigor já no próximo ano

“Procurar pontos comuns mantendo as diferenças”. Este é o princípio geral que rege o exame unificado ao ensino superior. O artifício continua a suscitar dúvidas junto do sector da educação e da comunidade estudantil, mas o GAES garante esta é uma forma de “diminuir a pressão dos estudantes”.

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O exame unificado de acesso que abarca quatro das instituições de ensino superior de Macau vai vigorar já a partir do próximo ano, com a primeira bateria de testes a realizar-se entre 30 de Março e 2 de Abril do próximo ano. Os trabalhos preparatórios estão a ser ultimados pelo Grupo de Coordenação do Exame Unificado de Acesso, o qual esclareceu ontem, em conferência de imprensa, que o processo não prevê um “exame único” e que a admissão dos estudantes pelas instituições será feita tendo em conta os critérios de cada curso.

O novo mecanismo de acesso às instituições de ensino superior locais conta com a adesão do Instituto Politécnico de Macau (IPM), da Universidade de Macau (UMAC), do Instituto de Formação Turística (IFT) e da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST). As quatro instituições de ensino desenvolvem, em conjunto, o exame de acesso de quatro disciplinas: o Português, o Chinês, o Inglês e a Matemática.

O período de inscrição para o exame de acesso estende-se de 4 a 20 de Janeiro do próximo ano e o alunos candidatos devem inscrever-se através da “página electrónica da instituição escolhida” esclareceu Eliza Iek, chefe de secretaria da Universidade de Ciência e Tecnologia. Ao candidato, ser-lhe-á atribuído – entre 22 de Março e 2 de Abril e por cada uma das quatro instituições – um Cartão para participar no “Exame Unificado de Acesso” através do qual terá acesso a informações fundamentais, como datas, horários ou os locais das provas.

Depois de realizarem o exame, os alunos poderão candidatar-se tanto às quatro instituições, como apenas a uma delas. No entanto, uma vez que cada instituição apresenta diferentes normas e políticas para a admissão de futuros alunos, o acesso às instituições não é feito através de uma distribuição centralizada, explicou ontem o GAES.

Quer isto dizer que, para realizar a candidatura às quatro instituições, os candidatos terão de proceder ao pagamento das taxas exigidas por cada uma delas: “Se o aluno tenciona candidatar-se uma vez, paga uma vez; se quiser candidatar-se a mais do que uma instituição, tem de pagar as quatro vezes”, avançou Louisa Lam Pou Iok, chefe funcional do Instituto de Formação Turística, na conferência de imprensa que teve lugar no Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES).

Quando interpelada sobre a dispensa do exame de Português aos alunos da Escola Portuguesa de Macau (EPM), Eliza Iek disse que o exame é de admissão: “Não pensamos em isentar os alunos do exame”. Contudo, no caso de apresentarem um diploma internacional da sua escola ou do seu país, podem usá-lo para candidatura ao bacharelado de Direito em língua portuguesa. JF

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