Ella Lei contra discriminação dos trabalhadores dos “casinos-satélite”

Uma grande operadora anunciou recentemente que iria implementar um sistema de “compensação pelos feriados sobrepostos” abrangendo todos os seus funcionários da linha da frente e dos bastidores. Mas deixou ao critério dos casinos de menor nomeada a ela subordinados decidir se vão ou não implementar a nova medida.

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À margem dos maiores casinos do território, alguns casinos de menor dimensão operam sob a alçada das grandes operadoras. Para quem trabalha nestes pequemos casinos, no entanto, algumas das regalias oferecidas pelos patrões das grandes concessionárias não estão a ser aplicadas, ficando os direitos de quem trabalha retidos numa espécie de limbo administrativo. A deputada Ella Lei Cheng I exige que essas lacunas sejam colmatadas.

A parlamentar cita o exemplo de uma grande operadora que anunciou recentemente que ia implementar um sistema de “compensação pelos feriados sobrepostos” abrangendo todos os seus funcionários da linha da frente e dos bastidores: “Esta melhoria de benefícios é positiva, mas a operadora também indicou que os pequenos casinos a ela subordinados iriam decidir autonomamente se iriam implementar essa nova medida ou não”, observou Ella Lei. “Alguns empregados contratados pela operadora mas transferidos para os ‘casinos-satélite’ temem não poder beneficiar dessa medida, já que os empregados dos casinos menores têm vindo a ser sempre tratados de forma injusta”, acrescentou, numa interpelação escrita ao Governo.

A situação, na opinião da deputada, é fonte de desmoralização entre os trabalhadores dos casinos menores, acometidos por um sentimento de falta de equidade na forma como estão a ser tratados. Pior do que isso, além de afectar a qualidade de vida dos trabalhadores, a medida reflecte deficiências na supervisão desses casinos.

 

Empregados no limbo

 

Para tornar ainda mais nebulosa a situação, no relatório intercalar da inspecção à indústria do jogo, os dados relativos aos recursos humanos fornecidos pelas operadoras de jogo deixaram de fora 14 dos pequenos casinos a que se refere a deputada, sublinhando mesmo que os empregados dessas casas de jogo não eram seus contratados, pelo que os dados respectivos não estavam disponíveis.

Tendo em conta que em Macau, apenas seis companhias têm licenças de operação de casinos, torna-se algo forçado, na opinião de Ella Lei, considerar os “casinos-satélite” como entidades independentes das operadoras: “No entanto, o Governo parece concordar com essa prática, permitindo que os trabalhadores dos pequenos casinos sejam tratados de forma injusta”, considera a deputada, eleita por sufrágio indirecto, em representação do sector do trabalho. “Quanto às zonas cinzentas existentes na supervisão dos casinos, o Governo deveria requerer que a empresas de jogo administrassem todos os casinos a elas subordinados”, defende.

Como obrigar as grandes concessionárias a cumprir com as suas responsabilidades de monitorização dos casinos satélite, que lacunas existem nesses trabalhos de supervisão e quando irá o Governo proceder aos melhoramentos nesse aspecto, são questões deixadas por Ella Lei na sua interpelação.

 

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