C.S.I: Crime Série Ilustrada

As histórias publicadas nesta secção são escritas com base em versão apresentada pelas forças de segurança – PJ e PSP. Salvaguarde-se a presunção de inocência dos envolvidos, aqui identificados apenas com uma inicial arbitrária e sem relação propositada com os seus nomes verdadeiros, e cujos casos ainda não foram julgados em tribunal. 

Calças caras saem caríssima

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É verdade que, se uma pessoa paga uma pequena fortuna por uma roupa de marca, o mínimo que espera conseguir é alguma garantia de qualidade. Por isso, é natural que T. tenha ficado nervoso quando descobriu um defeito nas calças de 18 mil patacas (!) que comprou numa loja das galerias do One Central, no sábado. Mais furioso ficou no dia seguinte, quando foi devolver o artigo e o funcionário do estabelecimento lhe disse que não o poderia reembolsar, mas apenas trocar a roupa defeituosa por outros artigos no mesmo valor. Agora, não precisava era ter reagido de forma tão drástica.

Perdido de raiva, T. não quis ficar a medir teimosias com o vendedor, agarrou em três bolsas que estavam na vitrina da loja e saiu a correr. O empregado foi atrás e conseguiu agarrá-lo e trazê-lo de volta à loja, contrariado. Pelo caminho, foi ouvindo todo o tipo de desaforos e os ânimos estavam tão exaltados que o vendedor chamou um segurança para ajudar a dominar o furioso cliente. Mas foi aí que ele perdeu mesmo o sentido do ridículo e protagonizou uma birra digna de um miúdo mimado: deitou ao chão as malas da montra e ainda vários manequins, danificando alguns. Certos detalhes em cristal num vestido que estava exposto acabaram partidos. T. não parava de gritar e espernear, pelo que o empregado se viu forçado a pedir a ajuda da Polícia de Segurança Pública.

Mas foi então que o cliente protagonizou uma nova tentativa de fuga, com uma série de roupas que agarrou à pressa. Quando os agentes da polícia chegaram ao local, encontraram um homem a correr com várias peças de roupa na mão, com outros dois – o vendedor e o segurança – no seu encalço. O valor dos artigos que tentou roubar ascendia a 85,7 mil patacas, ainda assim bem menos do que os danos que provocou na loja: 152,9 mil patacas.

Interrogado pela polícia, o homem de 29 anos garantiu que tinha intenções de pagar pelos artigos que retirou da loja e jurou que tinha sido sem querer que os manequins e outras mercadorias tinham ido parar ao chão. A razão para a sua exaltação, explicou, foi o stress: tinha menos de uma hora para apanhar o voo de regresso a casa, na China, e não havia tempo para estar a discutir com o vendedor.

Os furta-fichas

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Dois supostos promotores de jogo andavam a executar um plano para furtar fichas de jogo nas barbas dos apostadores de um casino em Macau. A coisa estava a correr bem, até que foram apanhados em flagrante pelas câmaras de videovigilância e o seu disfarce caiu por terra.

Em situação ilegal no território, os dois cidadãos da China Continental, de 39 e 41 anos, faziam-se passar por “bate-fichas” para pairar em volta das mesas de jogo, à procura dos apostadores mais compenetrados no jogo. Aproximavam-se da mesa e, enquanto um distraía a vítima, o outro, sorrateiramente, esticava a mão e retirava uma ficha, na maior descontracção.

Foi assim que roubaram uma ficha de 10 mil dólares de Hong Kong (10,3 mil patacas) no dia 15 de Outubro. E outras quatro iguais, passadas duas semanas. Até que, na quarta-feira passada, a segurança do casino em causa apresentou queixa na Polícia Judiciária e os dois indivíduos foram detidos por furto. Os 50 mil dólares de Hong Kong (51,5 mil patacas), alegaram, já tinham sido gastos em despesas do dia-a-dia.

Conquistar para roubar

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Era um sujeito bem parecido e não foi preciso mais do que alguns minutos para conquistar a confiança de H., uma cidadã de Hong Kong, que veio para Macau no sábado só para se divertir nos casinos. Foi num dos casinos do NAPE que o conheceu e aquele simpático indivíduo parecia saber do que estava a falar quando lhe disse que, num dos casinos vizinhos àquele onde se haviam encontrado, era mais fácil ganhar apostas.

Pouco depois estava a andar na rua com ele, dirigindo-se para outro casino da zona. Sem que nada o fizesse prever, o homem abriu-lhe a mochila à força e tirou de lá a carteira. A mulher lutou e tentou pedir ajuda, mas o homem era forte e agarrou-a pela mão, extraindo-lhe também um anel e a pulseira. Tudo somado, o indivíduo fugiu com 12,5 mil patacas, entre jóias e dinheiro, deixando para trás a mulher, em estado de choque com o que acabava de lhe acontecer.

Foi preciso que um transeunte, que a encontrou desesperada, a acompanhasse à esquadra da Polícia Judiciária para que apresentasse queixa. O carteirista continua a monte mas a polícia está a investigar.

O jogo do investimento no vácuo

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Nada menos do que mil yuans (1,18 mil patacas) era quanto rendia quase instantaneamente aplicar 10 mil yuans (11,8 mil patacas) num novo jogo de investimento financeiro que J. havia descoberto através do chat da rede social QQ, no telemóvel.

Seguiu as instruções e transferiu através de Paypal o dinheiro para a conta indicada. No dia seguinte, tinha a confirmação de que ia receber mil yuans. No entanto, passados dois dias, chegou uma mensagem dizendo que a sua conta estava congelada e que era preciso fazer um depósito de cinco mil yuans (5,9 mil patacas) para a descongelar. Já tinha a confirmação de que o jogo funcionava mesmo, pelo que não teve dúvidas em realizar mais essa transferência. E outra igual no dia seguinte, quando lhe voltou a ser solicitado.

Até que, no domingo, após depositar mais mil yuans e, já a achar que aquilo era um exagero, recebeu a mensagem de que só poderia levantar os seus ganhos e o dinheiro investido passados 45 dias. Só então se apercebeu de que tinha sido burlado num total de 20 mil yuans (23,5 mil patacas).

 

 

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