WTCC de portas abertas para regressar à Guia em 2017

A nova organização do Grande Prémio abriu este ano as inscrições para a Corrida da Guia à possibilidade de participação de carros dos campeonatos de turismos da China e do Reino Unido. A TCR não gostou e diz que para o ano já não volta, abrindo assim caminho a um possível regresso do WTCC, o principal campeonato de turismos da FIA.

AUTO - WTCC MACAU 2014

O Campeonato Mundial de Carros de Turismo (WTCC) poderá regressar ao Grande Prémio de Macau já na edição do próximo ano, depois de os responsáveis pela TCR International Series terem anunciado que já não tencionam regressar ao território para concluir a sua temporada em 2017.

Termina assim, após apenas dois eventos, a ligação da TCR à Corrida da Guia que começou no ano passado, depois de o World Touring Car Championship ter posto um termo a uma associação de uma década no final de 2014 para passar a ter o seu final de temporada numa corrida nocturna no circuito de Losail, no Qatar. A mudança materializou-se depois de as negociações mantidas com os anteriores organizadores do GP de Macau sobre o calendário das corridas ter chegado a um impasse.

Com a nova organização – que tem permitido um maior envolvimento da Federação Internacional do Automóvel (FIA) no evento – a prova de Fórmula 3 recebeu o estatuto oficial de Taça do Mundo de F3 da FIA, título que já tinha, de resto, sido atribuído à Taça GT. Com o reforço do envolvimento da Federação Internacional do Automóvel, o GP de Macau parece assim bem posicionado para sediar em 2017 três Taças do Mundo da FIA, com a WTCC em boa posição para ser o fornecedor dos carros da principal prova de turismos do evento.

“Nunca dissemos que não voltaríamos a Macau, que foi e continua a ser uma corrida icónica na Ásia e que sempre recebe a atenção dos meios de comunicação social internacionais”, admitiu François Ribeiro, promotor da WTCC, citado pelo site Touring Car Times.

 

TCR insatisfeita com alterações da organização

 

As mudanças ocorridas na organização do GP de Macau – com a saída da anterior Comissão para dar lugar a um organismo dependente do Instituto do Desporto (ID) – abriram caminho a uma reforma nos critérios para a participação na célebre Corrida da Guia, que este ano abriu as portas à entrada de carros também dos campeonatos de turismos da China e da Grã-Bretanha.

Fontes da TCR citadas pelo Touring Car Times confirmaram terem essas “alterações às regras” estado na base da sua decisão de não correr em Macau no próximo ano, devendo a sua “season finale” passar a ser disputada no circuito Yas Marina, em Abu Dhabi, em conjunto com o GP de Fórmula 1 nos Emirados Árabes.

Na opinião de Isaías do Rosário, antigo piloto e habitual comentador do Grande Prémio de Macau ao serviço da TDM, a TCR terá mesmo ficado “desagradada com a nova organização do Grande Prémio de Macau e em especial com o regulamento adoptado este ano”. De acordo com uma análise reproduzida por Rosário na rede social Facebook, os carros dos campeonatos britânico e chinês são “tecnologicamente mais desenvolvidos”, razão pela qual a TCR terá torcido o nariz.

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